Eu tenho contato com a espiritualidade por laços de sangue. Minha família tem um monte de médiuns e pessoas de energia forte, para o bem e para o mal. Mas eu nasci com uma configuração astral extremamente racional; isso fez com que eu tivesse poucas experiências místicas na vida, muito embora eu compreendesse e aceitasse com facilidade os conceitos em que elas se baseavam.
Racional: não é o disco do Tim Maia nem um integrante daquela banda de rap. É uma ferramenta que me ajudou demais até agora na vida. Mas sabe quando você sente que chegou no "top dos top", parafraseando o grande filósofo Joaquim Roriz? Num limite do que você podia fazer com a mente? E sente a necessidade de abrir a mente para outras ferramentas?
E outra. O biênio 2010-2011 tem sido infernal, com um teste de fé atrás do outro. Saber que existe apoio e todo um mundo à parte desta materialidade sem respostas é uma coisa; ter contato real e usufruir dos benefícios desse contato é outra bem diferente.
Então percebi que era necessário estabelecer um contato mais consolidado com o subconsciente. Eu só conseguia fazer isso de verdade quando montava mapa astral e era obrigada a soltar a intuição para interpretar a configuração da pessoa - mesmo sendo um ser que nunca ficou totalmente alheio ao espiritual e sempre andava pra lá e pra cá com um livro sobre o tema.
Mas parei de fazer mapa (muito por acúmulo de trabalho), e o único estímulo real que eu tinha parou.
E agora me propus a puxar o fio de Ariadne pra reencontrar o caminho. Comecei a fazer decoração com vela em casa. Não vou ter medo de me soltar nos momentos de concentração no centro espírita. E estou estudando (a fundo) radiestesia e magia ancestral.
Já sinto alguns efeitos ainda sutis, mas imediatos, como me lembrar de todos os sonhos de todos os dias (o que não acontecia comigo há anos) e até previ pequenos eventos ontem.
A premissa básica disso tudo é: o nosso Eu interior é um guia muito mais confiável do que a racionalidade. Nos momentos de dificuldade - e, em especial, nestes trash que têm aparecido pra mim um atrás do outro -, a mente às vezes se encontra num beco sem saída. Então... É preciso chamar alguém que saiba mais do que os universitários.
E o meu objetivo é apenas colocar a minha vida em ordem. Só isso. Não tenho pretensões de virar a grande profetisa ou salvadora da humanidade. Isso parece egoísta, mas é bem o contrário. Não posso estipular grandes metas de alcance amplo se não estiver equilibrada. Bom, ninguém pode.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Depois que fui morar no interior, voltar a São Paulo é sempre um choque. Embora eu goste daqui e aproveite bastante a cidade no final de semana, já tô me sentindo meio alien quando enfrento situações que antes achava "normais".
Marginal Tietê, 17h45 da tarde. Olho pro carro do lado no trânsito parado. Tem um sujeito agarrado no volante com cara de robô, calculando como vai enfiar o automóvel entre o meu carro e o carro que está na minha frente. O indivíduo do outro lado também está com cara de robô, mas de robô conformado, que não liga em pegar o mesmo bat-trânsito todo dia.
Eu já fui assim. A cada dia, alternava entre o robô "ixperto" e o robô conformado. Quase cidadã vinhedense que sou, dei passagem para carros que queriam mudar de faixa sem problemas, quando o "normal" seria passar reto (os conformados passam reto também, porque estão tão anestesiados que nem prestam atenção no outro).
Esse choque de realidade me fez perceber que, embora as grandes cidades sejam lugares realmente mágicos em termos de conhecimento e contato com situações as mais diversas, também são alienantes. O indivíduo perde a individualidade no meio do montão e vira estatística, ou então faz coisas erradas porque "todo mundo faz".
E outra. Em Vinhedo as pessoas dariam bom-dia até para os postes da rua, se estes soubessem falar. Aqui em São Paulo as pessoas parece que têm medo umas das outras. Vizinhos não se conhecem, pessoas que trabalham no mesmo lugar não se falam. Essa coisa de megalópole cheia das "coisas" perigosas que o Datena diz que tem aqui deixa as pessoas tensas, sem confiança no próximo.
E pensar que a gente nasceu criança, que confia o tempo todo em tudo até que um adulto vem e corta o barato. Jesus tinha razão quando disse que o caminho do céu está em voltar a ser criança. Ser inocente, puro e confiante como uma criança. Não é fácil, porque estamos programados para agir da forma contrária. Mas não custa tentar.
Marginal Tietê, 17h45 da tarde. Olho pro carro do lado no trânsito parado. Tem um sujeito agarrado no volante com cara de robô, calculando como vai enfiar o automóvel entre o meu carro e o carro que está na minha frente. O indivíduo do outro lado também está com cara de robô, mas de robô conformado, que não liga em pegar o mesmo bat-trânsito todo dia.
Eu já fui assim. A cada dia, alternava entre o robô "ixperto" e o robô conformado. Quase cidadã vinhedense que sou, dei passagem para carros que queriam mudar de faixa sem problemas, quando o "normal" seria passar reto (os conformados passam reto também, porque estão tão anestesiados que nem prestam atenção no outro).
Esse choque de realidade me fez perceber que, embora as grandes cidades sejam lugares realmente mágicos em termos de conhecimento e contato com situações as mais diversas, também são alienantes. O indivíduo perde a individualidade no meio do montão e vira estatística, ou então faz coisas erradas porque "todo mundo faz".
E outra. Em Vinhedo as pessoas dariam bom-dia até para os postes da rua, se estes soubessem falar. Aqui em São Paulo as pessoas parece que têm medo umas das outras. Vizinhos não se conhecem, pessoas que trabalham no mesmo lugar não se falam. Essa coisa de megalópole cheia das "coisas" perigosas que o Datena diz que tem aqui deixa as pessoas tensas, sem confiança no próximo.
E pensar que a gente nasceu criança, que confia o tempo todo em tudo até que um adulto vem e corta o barato. Jesus tinha razão quando disse que o caminho do céu está em voltar a ser criança. Ser inocente, puro e confiante como uma criança. Não é fácil, porque estamos programados para agir da forma contrária. Mas não custa tentar.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Pisar em ovos. Andar num túnel escuro. São situações esquisitas de incerteza que exigem não só fé mas também paciência. Porque nem sempre a trilha de casca de ovo acaba rápido, e nem é tão cedo que a gente acha a luz no fim do túnel.
Essas situações esquisitas forçam a gente a olhar pra dentro de si, pra achar lá no fundo alguma coisa que nos sustente na luta. É o lado nosso para o qual menos olhamos, e por isso costuma estar cheio de caca. Porque nem sempre a gente limpa.
Achei coisas do além nesse lado de dentro. Ranços, necessidades falsas, sei lá, umas coisas que eu nem sabia que tinha. Quando tudo vai bem, você tem uma autoimagem completamente diferente de si. Daí vem a vida e te dá um puxão de orelha: tá tudo errado, corrige! Porque você tem que seguir o que é melhor pra você e não o que você acha que é bom.
Pelo menos é reconfortante saber que agora estou sendo redirecionada para o caminho devido. E tem que abraçar a causa e a mudança com fervor, pisar mesmo nos ovos e não ter medo de topar com um trem no túnel escuro. Quando o Dalai Lama disse para os empresários hoje que a avareza criou a crise, ele quis dizer que o medo de perder dinheiro concretizou essa perda. Então não se pode ter medo do que vem por aí. Porque senão vem tudo o que você não quer.
(Não liguem, gente, mas eu realmente acho que estou pisando nos ovos e andando no túnel. Embora eu ache que estou me saindo melhor do que esperava, essa "forçação" do olhar para dentro dá a impressão de que tô arrancando a pele fora. E precisava falar disso.)
Essas situações esquisitas forçam a gente a olhar pra dentro de si, pra achar lá no fundo alguma coisa que nos sustente na luta. É o lado nosso para o qual menos olhamos, e por isso costuma estar cheio de caca. Porque nem sempre a gente limpa.
Achei coisas do além nesse lado de dentro. Ranços, necessidades falsas, sei lá, umas coisas que eu nem sabia que tinha. Quando tudo vai bem, você tem uma autoimagem completamente diferente de si. Daí vem a vida e te dá um puxão de orelha: tá tudo errado, corrige! Porque você tem que seguir o que é melhor pra você e não o que você acha que é bom.
Pelo menos é reconfortante saber que agora estou sendo redirecionada para o caminho devido. E tem que abraçar a causa e a mudança com fervor, pisar mesmo nos ovos e não ter medo de topar com um trem no túnel escuro. Quando o Dalai Lama disse para os empresários hoje que a avareza criou a crise, ele quis dizer que o medo de perder dinheiro concretizou essa perda. Então não se pode ter medo do que vem por aí. Porque senão vem tudo o que você não quer.
(Não liguem, gente, mas eu realmente acho que estou pisando nos ovos e andando no túnel. Embora eu ache que estou me saindo melhor do que esperava, essa "forçação" do olhar para dentro dá a impressão de que tô arrancando a pele fora. E precisava falar disso.)
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Tem momentos na vida em que somos tão testados que nos sentimos nas Olimpíadas da evolução. Estou passando por uma dessas. Mas nessas horas a gente descobre duas coisas fantásticas: os amigos e os livros. Os primeiros vêm com a ajuda emocional/espiritual necessária. Já os segundos são repositórios de sabedoria que nos lembram do caminho a seguir.
Hoje tive duas provas muito fortes disso, e senti que aquele monte de reza que tenho feito está sendo devidamente ouvido lá no SAC do Criador.
Os amigos têm sido uma fonte quase diária de alegria, e por isso preciso agradecer a todos agora. Em especial, hoje, a querida Paula Souza, sem saber, me ajudou demais me lembrando do satsang especial hoje lá na Arte de Viver. Caiu como uma luva para mim. E eu reencontrei tanto aprendizado que já estava aqui na cabeça, mas que não estava operacionalizado...
Quanto aos livros, lembrei (ou sopraram no meu ouvido, sei lá) de um texto que também se encaixa perfeitamente em um dos paradoxos que estou vivendo agora: afinal, o que é demonstrar amor? Ele consta de um livro muito bom, que marcou o meu aprendizado espiritual ("Iniciação", Elizabeth Haich):
"Poderá ser necessário ver com toda a indiferença, os seus entes queridos correrem o maior perigo, sem conseguir detê-los caso não reajam aos meios usuais, nem com violência espiritual, hipnose ou meios mágicos, mesmo que a salvação de sua alma peça isso. É preferível deixar um ser humano aniquilar-se material ou fisicamente, até mesmo morrer, do que deixá-lo perder a alma. Você deverá apoiar imprescindivelmente a salvação de sua alma. Assim como Deus não se intromete nos assuntos dos homens, deixando-lhes o livre-arbítrio, você também deve deixá-los fazer o que quiserem e não obrigá-los a fazer nada com violência".
Resumindo: o crescimento espiritual pode depender de a pessoa agir, em certos casos, da forma que acha certo, mesmo que outra pessoa não concorde com isso e queira convencê-la a agir diferentemente. É como andar de bicicleta. Se a gente fica com o pai segurando o guidão toda hora, não aprendemos a andar sozinhos. Uma hora ele vai ter de soltar para que possamos nos equilibrar (mesmo que isso signifique uns bons tombos).
Difícil? Com certeza. Mas se tem uma coisa que a gente nunca pode reclamar no SAC divino é de propaganda enganosa.
Hoje tive duas provas muito fortes disso, e senti que aquele monte de reza que tenho feito está sendo devidamente ouvido lá no SAC do Criador.
Os amigos têm sido uma fonte quase diária de alegria, e por isso preciso agradecer a todos agora. Em especial, hoje, a querida Paula Souza, sem saber, me ajudou demais me lembrando do satsang especial hoje lá na Arte de Viver. Caiu como uma luva para mim. E eu reencontrei tanto aprendizado que já estava aqui na cabeça, mas que não estava operacionalizado...
Quanto aos livros, lembrei (ou sopraram no meu ouvido, sei lá) de um texto que também se encaixa perfeitamente em um dos paradoxos que estou vivendo agora: afinal, o que é demonstrar amor? Ele consta de um livro muito bom, que marcou o meu aprendizado espiritual ("Iniciação", Elizabeth Haich):
"Poderá ser necessário ver com toda a indiferença, os seus entes queridos correrem o maior perigo, sem conseguir detê-los caso não reajam aos meios usuais, nem com violência espiritual, hipnose ou meios mágicos, mesmo que a salvação de sua alma peça isso. É preferível deixar um ser humano aniquilar-se material ou fisicamente, até mesmo morrer, do que deixá-lo perder a alma. Você deverá apoiar imprescindivelmente a salvação de sua alma. Assim como Deus não se intromete nos assuntos dos homens, deixando-lhes o livre-arbítrio, você também deve deixá-los fazer o que quiserem e não obrigá-los a fazer nada com violência".
Resumindo: o crescimento espiritual pode depender de a pessoa agir, em certos casos, da forma que acha certo, mesmo que outra pessoa não concorde com isso e queira convencê-la a agir diferentemente. É como andar de bicicleta. Se a gente fica com o pai segurando o guidão toda hora, não aprendemos a andar sozinhos. Uma hora ele vai ter de soltar para que possamos nos equilibrar (mesmo que isso signifique uns bons tombos).
Difícil? Com certeza. Mas se tem uma coisa que a gente nunca pode reclamar no SAC divino é de propaganda enganosa.
sábado, 3 de setembro de 2011
Esses dias a vida chegou pra mim e disse: tá pronta pra chutar o balde?
E eu que achava que já tinha mandado o balde lá no ângulo do gol do Morumbi, mudando de cidade. Não. Eu tinha que ser ainda mais revolucionária, mais doida. Tipo assim: esqueça tudo o que você sabe na teoria sobre a vida. A vida não tem teoria, só prática, prática, prática.
Isso deve ter rolado em sonho, porque, meio do nada, sem refletir no que tinha ouvido, me peguei fazendo coisas que a minha mente extrarracional até pode ter tentado, mas não conseguiu. Tive ideias de decoração tão díspares como plantas na sacada (plantadas por mim) e velas derretidas (homemade) na mesa da sala. Fazia perguntas a pessoas que não via há um tempo que aparentemente não tinham nada a ver, mas que era justamente sobre o que elas queriam falar (me senti o House perguntando coisas nada a ver pra fazer diagnóstico). E assumi numa boa que precisava reestruturar algumas coisas na minha vida de forma bastante séria e radical, sem o ego dizendo "você não pode fazer concessões, você tem que ser você mesma".
Senhor ego: hoje revi "Revolver" (aquele filme noia sobre você) e aquela falinha do Deepak Chopra ao final que eu adoro, sobre o fato de que você é tão sacana que criou o demônio pra gente achar que o inimigo está fora de nós. Então, acho que essas coisas malucas estão acontecendo comigo porque, por alguma razão, você baixou a bola.
Mas eu não tô achando ruim, porque estou experimentando sensações diferentes e percebendo que - como dizia o filósofo e a epígrafe deste blog - só sei que nada sei! A subjetividade é um novo mundo a ser explorado. O fato de não ser previsível não o torna perigoso.
Imprevisibilidade também implica desconhecimento do que vem por aí. Mas quer saber? Estou achando o desconhecido o maior barato.
E eu que achava que já tinha mandado o balde lá no ângulo do gol do Morumbi, mudando de cidade. Não. Eu tinha que ser ainda mais revolucionária, mais doida. Tipo assim: esqueça tudo o que você sabe na teoria sobre a vida. A vida não tem teoria, só prática, prática, prática.
Isso deve ter rolado em sonho, porque, meio do nada, sem refletir no que tinha ouvido, me peguei fazendo coisas que a minha mente extrarracional até pode ter tentado, mas não conseguiu. Tive ideias de decoração tão díspares como plantas na sacada (plantadas por mim) e velas derretidas (homemade) na mesa da sala. Fazia perguntas a pessoas que não via há um tempo que aparentemente não tinham nada a ver, mas que era justamente sobre o que elas queriam falar (me senti o House perguntando coisas nada a ver pra fazer diagnóstico). E assumi numa boa que precisava reestruturar algumas coisas na minha vida de forma bastante séria e radical, sem o ego dizendo "você não pode fazer concessões, você tem que ser você mesma".
Senhor ego: hoje revi "Revolver" (aquele filme noia sobre você) e aquela falinha do Deepak Chopra ao final que eu adoro, sobre o fato de que você é tão sacana que criou o demônio pra gente achar que o inimigo está fora de nós. Então, acho que essas coisas malucas estão acontecendo comigo porque, por alguma razão, você baixou a bola.
Mas eu não tô achando ruim, porque estou experimentando sensações diferentes e percebendo que - como dizia o filósofo e a epígrafe deste blog - só sei que nada sei! A subjetividade é um novo mundo a ser explorado. O fato de não ser previsível não o torna perigoso.
Imprevisibilidade também implica desconhecimento do que vem por aí. Mas quer saber? Estou achando o desconhecido o maior barato.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Fácil
Primeiro ato. Diz o exame toxicológico que a Amy Winehouse não tomou drogas no dia que morreu. Diz também a autópsia que apenas a verificação do corpo não permite afirmar a causa da morte. OK, a doidinha não tinha saúde de ferro e a morte dela já tinha sido prevista pelos médicos. Mas eu fiquei pensando se não teria ocorrido aí uma daquelas mortes do Romantismo mal-do-século (aka depressão), em que a pessoa não vê nenhum sentido para a vida e vai sumindo, sumindo.
Segundo ato. Tinha um twit engraçado hoje na minha timeline: se a vida fosse fácil, a gente não nascia chorando. É verdade. O útero da mãe é tão bom... E a vida espiritual, então, melhor ainda. Mas, enfim, a gente tem que baixar no vale de lágrimas pra crescer.
Terceiro ato. Ouço muitas pessoas elogiarem a minha trajetória de vida, como se eu fosse um ser do outro mundo. Nessas horas, a primeira coisa em que penso é em arrumar logo um pé de arruda pra deixar em casa, porque inveja é de lascar. Mas mesmo alguns bem intencionados pensam que a minha vida é "fácil". Aham. Eu podia listar mil e um motivos pelos quais minha vida não é fácil, muito embora eu goste dela, das coisas que realizo nela (e é isso que me leva pra frente).
Quarto ato. Numa entrevista à Grobo, o Ricky Martin disse que a vida dele ficou muito mais fácil depois que se assumiu homossexual. O pessoal que entende de reiki e assemelhados explicaria isso dizendo que ele tirou um bloqueio energético da frente - é natural que as coisas fiquem mesmo mais fáceis.
Juntando os atos... Acho que não tem um ser humano que vai dizer: putz, que mundo mais fácil. Que nem a primeira fase de um videogame. Mas cada um dos atos que eu listei tem uma característica que permite que a gente leve a vida mais na boa. Não desistir de tudo, encarar a vida como ela é, fazer o que se gosta e remover os bloqueios que impedem que a gente alcance coisas que desejamos.
Eu, pessoalmente, acho que só tenho dois desses níveis - nunca desisto fácil e também faço coisas que gosto. Desistir pra mim é como passar atestado de incapacidade, e nunca me esqueço da experiência de fazer o que não gosto (nunca passei tanto tempo doente como nessa época). Ainda preciso me trabalhar muito nisso de encarar a vida como ela é, bem como na remoção de bloqueios. Mas acho que as pessoas que chegaram a uma certa idade (o povo da teoria da conspiração diria 27 anos...) têm pelo menos uma dessas qualidades.
É bom lembrar disso quando bate aquele frio na barriga de aflição... Quando dá vontade de sair chutando a porta e xingando todo mundo. Ou não dá vontade de sair de casa. Somos humanos e é normal que tenhamos uns dias assim meio chochos. Ainda mais quando chegamos à conclusão de que a vida não é fácil. Fácil não é mesmo, mas pode ser construtiva, divertida, até mesmo revolucionária. Tá a fim?
Segundo ato. Tinha um twit engraçado hoje na minha timeline: se a vida fosse fácil, a gente não nascia chorando. É verdade. O útero da mãe é tão bom... E a vida espiritual, então, melhor ainda. Mas, enfim, a gente tem que baixar no vale de lágrimas pra crescer.
Terceiro ato. Ouço muitas pessoas elogiarem a minha trajetória de vida, como se eu fosse um ser do outro mundo. Nessas horas, a primeira coisa em que penso é em arrumar logo um pé de arruda pra deixar em casa, porque inveja é de lascar. Mas mesmo alguns bem intencionados pensam que a minha vida é "fácil". Aham. Eu podia listar mil e um motivos pelos quais minha vida não é fácil, muito embora eu goste dela, das coisas que realizo nela (e é isso que me leva pra frente).
Quarto ato. Numa entrevista à Grobo, o Ricky Martin disse que a vida dele ficou muito mais fácil depois que se assumiu homossexual. O pessoal que entende de reiki e assemelhados explicaria isso dizendo que ele tirou um bloqueio energético da frente - é natural que as coisas fiquem mesmo mais fáceis.
Juntando os atos... Acho que não tem um ser humano que vai dizer: putz, que mundo mais fácil. Que nem a primeira fase de um videogame. Mas cada um dos atos que eu listei tem uma característica que permite que a gente leve a vida mais na boa. Não desistir de tudo, encarar a vida como ela é, fazer o que se gosta e remover os bloqueios que impedem que a gente alcance coisas que desejamos.
Eu, pessoalmente, acho que só tenho dois desses níveis - nunca desisto fácil e também faço coisas que gosto. Desistir pra mim é como passar atestado de incapacidade, e nunca me esqueço da experiência de fazer o que não gosto (nunca passei tanto tempo doente como nessa época). Ainda preciso me trabalhar muito nisso de encarar a vida como ela é, bem como na remoção de bloqueios. Mas acho que as pessoas que chegaram a uma certa idade (o povo da teoria da conspiração diria 27 anos...) têm pelo menos uma dessas qualidades.
É bom lembrar disso quando bate aquele frio na barriga de aflição... Quando dá vontade de sair chutando a porta e xingando todo mundo. Ou não dá vontade de sair de casa. Somos humanos e é normal que tenhamos uns dias assim meio chochos. Ainda mais quando chegamos à conclusão de que a vida não é fácil. Fácil não é mesmo, mas pode ser construtiva, divertida, até mesmo revolucionária. Tá a fim?
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Pra quem não viu!
Videozinho da minha palestra do último sábado. O tema: castigo divino. Aquilo lá que disseram pra gente que ia acontecer se a gente puxasse a orelha do irmão. O mano aí é o Marcelo, que fez as devidas apresentações...
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