Momento 1: é um filme inteiro, o da Bruna Surfistinha. Até que o filme é legal. Ele traz uma visão realista (no sentido técnico artístico) do que é ser prostituta, e talvez essa seja a graça - visceralidade, necessidades biológicas e psicológicas envolvidas. Não há romantização e nem pornografia. É aquilo e pronto.
É interessante como ela vai construindo uma "carreira" que só balança por conta de um fator que atrapalhou muitas outras carreiras, a droga. Ela faz porque gosta, e não tem problemas com isso, não liga para os estereótipos e ficou famosa com uma certa dose de inteligência, creio eu.
Não acho que a história da Bruna seja um "estímulo" à prostituição ou algo do tipo, até porque ela mostra coisas bem barra-pesada da profissão. Mas sem dúvida mostra uma pessoa que se descobriu - veja só - como profissional do sexo. Ela teve coragem de se assumir nisso. Tem gente que não assume coisas bem mais leves na vida.
Momento 2: nos 40's, uma menina do interior vai numa excursão da fábrica em que trabalha para Santos. Lá conhece um oficial da Força Aérea. Eles se apaixonam e se casam - mas o príncipe encantado vira um sapo verruguento quando, para conseguir dinheiro, obriga a moça a se prostituir. Entre idas e vindas da casa do pai, além de mil e uma desventuras, ela acaba assassinada pelo próprio marido, que, durante as investigações, ainda tenta pagar de marido ultrajado pra tentar se safar pela legítima defesa da honra. Ainda bem que ele não conseguiu. Foi condenado a uns bons anos de cana.
Essa história está contada num processo judicial que editei para a minha dissertação de mestrado. Mas veio a calhar o fato de que trabalhei nesse texto justamente na época do Carnaval e em que vi o filme da Bruna.
O que achei interessante nesses dois "momentos" foi notar como a prostituição pôde ao mesmo tempo servir como autoafirmação e como degradação. A Bruna Surfistinha me pareceu mais próxima de uma sacerdotisa do sexo dos templos egípcios antigos do que de uma "vagabunda" qualquer - e o crescimento da sua imagem mostra que ela virou uma verdadeira profissional. Já a menina assassinada passou, num curto espaço de tempo, de donzela a vagabunda involuntária.
Nos dois casos o elo de ligação é a necessidade biológica de sexo. Mas num caso ela cria uma espécie de "spa" urbano para homens carentes/insatisfeitos - que são mais objeto da Bruna do que o contrário. No outro caso, temos a visão que correntemente se tem da prostituição, com a mulher totalmente escravizada à moda antiquíssima. A coitada da menina nem pôde aproveitar as coisas boas da vida sexual, acho.
São dois lados de uma mesma moeda. Achei legal fazer essa reflexão porque, sendo mulher, tenho a tendência a achar que a prostituição é, necessariamente, exploração, e resultado de um mundo louco que mantém a mulher acorrentada (valeu, Tears for Fears).
Nosso mundo está louco, sim, mas o homem não necessariamente é o algoz. Sujeitos massacrados por esposas megeras têm boa chance de recorrer a mulheres como a Bruna, que os ouvem, fazem tudo MESMO etc.
Enfim, tudo volta àquela mesma antiga base, do respeito mútuo pelas diferenças. Um discursinho aquariano básico, da igualdade entre todos, apesar dessas mesmas diferenças.
domingo, 6 de março de 2011
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
As pessoas confundem estar bem com conforto. "Você está bem?" "Ah, sim, tá tudo sob controle..."
Mas conforto também causa tédio. "Ah, não acontece nada de interessante na minha vida..."
Por outro lado, se a vida testa suas capacidades por meio da mudança e/ou do desafio, não tá certo. "Essa situação tá me matando..."
Os budistas de plantão já levantam a mão rapidinho pra avisar que o segredo está no equilíbrio. Mas equilíbrio me parece uma coisa fria, mesmo para o meu ascendentão Libra; prefiro falar em habilidade para se adaptar a várias situações, sejam quais forem elas, e em humildade, para aceitar tudo que vem, seja bom ou ruim.
Porque na verdade não há nem bem nem mal, apenas a vida, a Roda da Fortuna, o devir, as coisas que vêm e que vão. Você consegue diferenciar o que é bom e o que é ruim? Pra você conseguir aquela vaga naquele curso super-incrível, a última poltrona para um vôo direto num feriado, aquela blusa exclusiva e baratérrima num outlet, alguém ficou sem isso. Ou seja: o bem e o mal se misturaram numa farofa total. Até rimou.
"Do you think you can tell/Heaven from hell/Blue skies from pain/Can you tell a green field/From a cold steel rail/A smile from a veil/Do you think you can tell?"
Esse desafio é interessante: pensar não em termos daquele maniqueísmo besta de novela, mas em puro e simples movimento. O filósofo tinha razão. Tudo não passa de movimento. Agitado ou calmo, mas apenas movimento. Como o fluxo da maré ou dos rios. Um papo aquático, bem apropriado a Netuno chegando perto de Peixes. Glub!
Mas conforto também causa tédio. "Ah, não acontece nada de interessante na minha vida..."
Por outro lado, se a vida testa suas capacidades por meio da mudança e/ou do desafio, não tá certo. "Essa situação tá me matando..."
Os budistas de plantão já levantam a mão rapidinho pra avisar que o segredo está no equilíbrio. Mas equilíbrio me parece uma coisa fria, mesmo para o meu ascendentão Libra; prefiro falar em habilidade para se adaptar a várias situações, sejam quais forem elas, e em humildade, para aceitar tudo que vem, seja bom ou ruim.
Porque na verdade não há nem bem nem mal, apenas a vida, a Roda da Fortuna, o devir, as coisas que vêm e que vão. Você consegue diferenciar o que é bom e o que é ruim? Pra você conseguir aquela vaga naquele curso super-incrível, a última poltrona para um vôo direto num feriado, aquela blusa exclusiva e baratérrima num outlet, alguém ficou sem isso. Ou seja: o bem e o mal se misturaram numa farofa total. Até rimou.
"Do you think you can tell/Heaven from hell/Blue skies from pain/Can you tell a green field/From a cold steel rail/A smile from a veil/Do you think you can tell?"
Esse desafio é interessante: pensar não em termos daquele maniqueísmo besta de novela, mas em puro e simples movimento. O filósofo tinha razão. Tudo não passa de movimento. Agitado ou calmo, mas apenas movimento. Como o fluxo da maré ou dos rios. Um papo aquático, bem apropriado a Netuno chegando perto de Peixes. Glub!
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Ratinhos, cisnes...
Quando se é muito apegado ao pensamento, existe um risco de que o próprio pensamento faça a gente ver coisas way too far do que elas são mesmo. Isso, misturado com uma pitada de introspecção, faz com que o ser crie um mundo particular de "achismos".
Eu sou uma pessoa pensadora + introspectiva. E a mania dos achismos prejudicou minha avaliação das coisas várias vezes. Hoje tive uma mostra do quanto poderia ter feito algo melhor se a minha imaginação não tivesse trabalhado demais negativamente em determinada situação... Ela também já me fez criar mundos polianísiticos onde só havia porrada. É como comer jiló achando que é chocolate. Ou o contrário.
A realidade não precisa ser um mar de rosas pra ser boa. Ela pode ser trash, desde que tenhamos noção disso. A perfeita noção já é um bom começo pra saber o que fazer. E nós, humanos, aqui neste laboratório de testes chamado Terra, temos uma grande vantagem sobre os ratinhos: não tem um cientista cutucando e dando comida e remédio. Temos a liberdade e o poder de escolher. O que entra no caminho não são as rodinhas da gaiola, mas as nossas próprias criações, as reações aos nossos atos.
Então, se apenas nós estamos no nosso caminho... Fantástico! Tudo é possível. A realidade é nossa para ser manipulada, e não para ser falseada. Podemos ser o cisne branco ou o cisne negro, conforme o trecho que estivermos dançando. (Coincidência isso ter acontecido na semana em que vi "Cisne Negro"? Sei lá...)
Eu sou uma pessoa pensadora + introspectiva. E a mania dos achismos prejudicou minha avaliação das coisas várias vezes. Hoje tive uma mostra do quanto poderia ter feito algo melhor se a minha imaginação não tivesse trabalhado demais negativamente em determinada situação... Ela também já me fez criar mundos polianísiticos onde só havia porrada. É como comer jiló achando que é chocolate. Ou o contrário.
A realidade não precisa ser um mar de rosas pra ser boa. Ela pode ser trash, desde que tenhamos noção disso. A perfeita noção já é um bom começo pra saber o que fazer. E nós, humanos, aqui neste laboratório de testes chamado Terra, temos uma grande vantagem sobre os ratinhos: não tem um cientista cutucando e dando comida e remédio. Temos a liberdade e o poder de escolher. O que entra no caminho não são as rodinhas da gaiola, mas as nossas próprias criações, as reações aos nossos atos.
Então, se apenas nós estamos no nosso caminho... Fantástico! Tudo é possível. A realidade é nossa para ser manipulada, e não para ser falseada. Podemos ser o cisne branco ou o cisne negro, conforme o trecho que estivermos dançando. (Coincidência isso ter acontecido na semana em que vi "Cisne Negro"? Sei lá...)
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Vem vindo na minha direção uma verdadeira avalanche de ideias neste começo de ano (agora de ano chinês). Elas vêm e ficam me cutucando, com força, como se essa força fosse a justificativa do quanto elas seriam legais. Ando com papel e caneta porque a coisa tá alucinada.
O mais louco é que não tem muito padrão nessas ideias. São sobre as coisas mais distintas possíveis entre si. Daí pra saber no que é melhor investir vai um outro longo caminho!
Mas a força dessas ideias tem me deixado forte também. É muito empolgante saber que se tem poder (mesmo que não se saiba direito o que fazer com ele). Um bom augúrio? Pode ser. Mas pode ser também excesso de açúcar, agitação pura e simples. Um cérebro superexcitado. Sei lá.
Infelizmente não me veio ainda nenhuma ideia pra resolver os conflitos no Egito, resolver de vez os problemas de enchente em SP e no resto do Brasil e nem tampouco remexer os miolos das pessoas com uma única estocada.
Se tem um miolo que já tá do avesso, é o meu. Nunca o título deste blog foi tão adequado para a sua autora.
O mais louco é que não tem muito padrão nessas ideias. São sobre as coisas mais distintas possíveis entre si. Daí pra saber no que é melhor investir vai um outro longo caminho!
Mas a força dessas ideias tem me deixado forte também. É muito empolgante saber que se tem poder (mesmo que não se saiba direito o que fazer com ele). Um bom augúrio? Pode ser. Mas pode ser também excesso de açúcar, agitação pura e simples. Um cérebro superexcitado. Sei lá.
Infelizmente não me veio ainda nenhuma ideia pra resolver os conflitos no Egito, resolver de vez os problemas de enchente em SP e no resto do Brasil e nem tampouco remexer os miolos das pessoas com uma única estocada.
Se tem um miolo que já tá do avesso, é o meu. Nunca o título deste blog foi tão adequado para a sua autora.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Modo de economia de energia
Acho que já devo ter feito uns quatro ou cinco posts xingando o Big Brother (o da Globo, não o do Orwell), e, neste momento, sinto uma vontade tremenda de fazer isso de novo, especialmente ao se considerar que tô vendo um clássico dos 60's com a Audrey Hepburn e o Cary Grant ao mesmo tempo em que o povo fica vendo aquilo.
O que dá pra fazer é tolerar, partindo da velha máxima segundo a qual, se você não pode vencer seu inimigo, o melhor é juntar-se a ele. Isso vale para uns 60% da programação da TV, incluindo cable.
Digo isso porque estou funcionando no meu modo de economia de energia, algo que até o meu computador faz sozinho. De repente a minha vida se viu diante de um grande acúmulo de possibilidades, de coisas legais que eu quero e tenho condições de fazer, desde que eu tenha força e energia para tanto.
E discutir o BBB, a TV, a sociedade, a política etc. de forma resistente e revoltada tá me parecendo um pouco como dar murro em ponta de faca. Desperdício de energia, portanto.
Tô recarregando. Loading. Ver um bom filme é inspirador e dá mais energia. Tanto que acompanho a história ao mesmo tempo em que escrevo estas linhas. E tem mais coisa me esperando neste computador e na minha estante de livros. E são meia-noite e três! E é verdade.
O que dá pra fazer é tolerar, partindo da velha máxima segundo a qual, se você não pode vencer seu inimigo, o melhor é juntar-se a ele. Isso vale para uns 60% da programação da TV, incluindo cable.
Digo isso porque estou funcionando no meu modo de economia de energia, algo que até o meu computador faz sozinho. De repente a minha vida se viu diante de um grande acúmulo de possibilidades, de coisas legais que eu quero e tenho condições de fazer, desde que eu tenha força e energia para tanto.
E discutir o BBB, a TV, a sociedade, a política etc. de forma resistente e revoltada tá me parecendo um pouco como dar murro em ponta de faca. Desperdício de energia, portanto.
Tô recarregando. Loading. Ver um bom filme é inspirador e dá mais energia. Tanto que acompanho a história ao mesmo tempo em que escrevo estas linhas. E tem mais coisa me esperando neste computador e na minha estante de livros. E são meia-noite e três! E é verdade.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Notícias do front da realidade
Semana passada minha mãe me liga, num final de tarde:
- Onde você tá? O mundo tá se acabando em água. Toma cuidado que a cidade inteira tá alagada. A 23 tá bloqueada. Tem um monte de carro perdido no meio da água [etc. etc. etc.].
Fiz cara de ué - da janela da minha sala, no trabalho, via um céu meio cinza, mas nada de chuva, nem de enchente. Minha mãe devia estar ligando do mundo dos bizarros, de Franca, sei lá.
- Mãe, tô no trabalho e aqui não tá chovendo.
Nada como a Internet: enquanto acalmava minha mãe descobri que a 23 já estava liberada há meia hora, o trânsito tava ruim, mas tava andando e a cidade aos poucos estava se recompondo de uma chuva que não chegou até onde eu estava. Confrontada com essa informação, ela responde:
- Mas eu tô vendo no Datena...
DATEEEENAAAAAA. OK, a gente ri porque sabe que não dá pra comparar um cara que vive da desgraça alheia (mesmo que ela já tenha passado) com sites que atualizam a informação praticamente em tempo real. Mas minha mãe, como tantas outras pessoas que não estão acostumadas com Internet, leva a televisão muito a sério.
Esse pequeno exemplo do cotidiano serve pra começar uma conversa sobre ilusão e realidade. Levei uma bronca esses dias, de um dos meus gurus encarnados, porque estava entrando na mesma noia televisiva da D. Vanda; mas, no meu caso, a TV não era no tubo, era ao vivo, era a opinião de outras pessoas, que estava me condicionando a ver uma realidade que não era a minha.
A Internet, no meu caso, eram os meus impulsos e a minha forma de ver o mundo, negligenciados em favor do Datena alheio. Os efeitos colaterais dessa negligência são tristeza, confusão, fraqueza nos posicionamentos e aquela sensação firme de que alguma coisa vai me substituir no trabalho de fazer a diferença.
A situação de pessoa "estudada", com pós-graduação, que manja fuçar na Internet e que está sempre atualizada de tudo não é suficiente para nos colocar em situação de independência e de poder de decisão. Mesmo fazendo parte de uma elite socioeconômica a gente faz parte da raça humana, um pessoal muito propício a se iludir e a esquecer do que nós somos, lá no fundo.
Ah, minha mãe não tá mais acompanhando o noticiário das chuvas pelo Datena.
- Que safado. Ele sabia que não tava mais chovendo. Só quer ver o mal dos outros...
- Onde você tá? O mundo tá se acabando em água. Toma cuidado que a cidade inteira tá alagada. A 23 tá bloqueada. Tem um monte de carro perdido no meio da água [etc. etc. etc.].
Fiz cara de ué - da janela da minha sala, no trabalho, via um céu meio cinza, mas nada de chuva, nem de enchente. Minha mãe devia estar ligando do mundo dos bizarros, de Franca, sei lá.
- Mãe, tô no trabalho e aqui não tá chovendo.
Nada como a Internet: enquanto acalmava minha mãe descobri que a 23 já estava liberada há meia hora, o trânsito tava ruim, mas tava andando e a cidade aos poucos estava se recompondo de uma chuva que não chegou até onde eu estava. Confrontada com essa informação, ela responde:
- Mas eu tô vendo no Datena...
DATEEEENAAAAAA. OK, a gente ri porque sabe que não dá pra comparar um cara que vive da desgraça alheia (mesmo que ela já tenha passado) com sites que atualizam a informação praticamente em tempo real. Mas minha mãe, como tantas outras pessoas que não estão acostumadas com Internet, leva a televisão muito a sério.
Esse pequeno exemplo do cotidiano serve pra começar uma conversa sobre ilusão e realidade. Levei uma bronca esses dias, de um dos meus gurus encarnados, porque estava entrando na mesma noia televisiva da D. Vanda; mas, no meu caso, a TV não era no tubo, era ao vivo, era a opinião de outras pessoas, que estava me condicionando a ver uma realidade que não era a minha.
A Internet, no meu caso, eram os meus impulsos e a minha forma de ver o mundo, negligenciados em favor do Datena alheio. Os efeitos colaterais dessa negligência são tristeza, confusão, fraqueza nos posicionamentos e aquela sensação firme de que alguma coisa vai me substituir no trabalho de fazer a diferença.
A situação de pessoa "estudada", com pós-graduação, que manja fuçar na Internet e que está sempre atualizada de tudo não é suficiente para nos colocar em situação de independência e de poder de decisão. Mesmo fazendo parte de uma elite socioeconômica a gente faz parte da raça humana, um pessoal muito propício a se iludir e a esquecer do que nós somos, lá no fundo.
Ah, minha mãe não tá mais acompanhando o noticiário das chuvas pelo Datena.
- Que safado. Ele sabia que não tava mais chovendo. Só quer ver o mal dos outros...
domingo, 2 de janeiro de 2011
Todo ano novo é uma página em branco... O problema é que a gente repromete (como diriam em BsAs) uma porção de coisas e fica esperando, com os brações cruzados.
Porque temos a péssima mania de esperar que as mudanças venham de não sei onde, de uma direção cósmica ou como resultado de uma simpatia, ou então pela conjunção astral favorável para o nosso signo.
Nada depende da gente, mas de coisas fora da gente. Somos uns barquinhos levados por umas ondas doidas...
Logo, o desafio, todo começo de ano, não é fazer coisas pelo que está fora, mas pelo que está dentro da gente. Redefinir, reconstruir, reinventar. Sair do caminho conhecido e tentar mudar o que não tá legal com atitudes diferentes, mesmo que chocantes...
Os patuás de ano novo ficariam assim:
- ao invés da calcinha vermelha, dar mais carinho pro seu amor;
- ao invés da calcinha amarela, investir em uma atividade que te faça feliz (e, por consequência, te dará dinheiro);
- ao invés de comer lentilha, seguir os seus instintos pra fazer a sorte aparecer pra você.
A astrologia, por sua vez, prevê que qualquer um com boa vontade vencerá os maus aspectos que possam vir. Já o tarô aconselha que o poder de criar boas coisas é sempre o mais forte, em toda e qualquer circunstância.
Não sei se seguir mandingas super cabulosas é mais fácil ou mais difícil do que seguir esses conselhos. Mas, com boa chance de certeza, não é o melhor caminho!
Porque temos a péssima mania de esperar que as mudanças venham de não sei onde, de uma direção cósmica ou como resultado de uma simpatia, ou então pela conjunção astral favorável para o nosso signo.
Nada depende da gente, mas de coisas fora da gente. Somos uns barquinhos levados por umas ondas doidas...
Logo, o desafio, todo começo de ano, não é fazer coisas pelo que está fora, mas pelo que está dentro da gente. Redefinir, reconstruir, reinventar. Sair do caminho conhecido e tentar mudar o que não tá legal com atitudes diferentes, mesmo que chocantes...
Os patuás de ano novo ficariam assim:
- ao invés da calcinha vermelha, dar mais carinho pro seu amor;
- ao invés da calcinha amarela, investir em uma atividade que te faça feliz (e, por consequência, te dará dinheiro);
- ao invés de comer lentilha, seguir os seus instintos pra fazer a sorte aparecer pra você.
A astrologia, por sua vez, prevê que qualquer um com boa vontade vencerá os maus aspectos que possam vir. Já o tarô aconselha que o poder de criar boas coisas é sempre o mais forte, em toda e qualquer circunstância.
Não sei se seguir mandingas super cabulosas é mais fácil ou mais difícil do que seguir esses conselhos. Mas, com boa chance de certeza, não é o melhor caminho!
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