quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Cara, já estamos em fevereiro! Já é praticamente Carnaval e meu sobrinho já vai nascer. E, embalando o Quiroga, aqui na nave Terra chove muito e eu estou com aquela sensação esquisita de porre de folia de novo.

Bom, quem me conhece sabe que eu não gosto de Carnaval, um pouco pelo samba (que já foi muuuuito bom só até os 90's) e muito por causa da mulherada-objeto (juro que não é inveja, é feminismo mesmo). Sapeio um ou outro desfile por causa das fantasias. Mas é só.

Lembro de quando fui pro México na época do Carnaval, há uns bons seis anos. As pessoas de lá, quando ficavam sabendo que eu era brasileira, se espantavam: "mas você tá fazendo o quê aqui no Carnaval?" Bom, fazendo coisas bem mais interessantes: visitando uma grande amiga, conhecendo uma cultura nova, me perdendo no Museo de Arqueología da Cidade do México...

Imagina se enfiar embaixo duma fantasia pra passar calor, varar a madrugada num desfile no meio das monções paulistanas... Pra ver um troço que há muito tempo já deixou de ser uma genuína manifestação da cultura nacional, feita na rua, no bairro, pra virar marketing, consumo e mulher pelada. Tô fora. Marketing e consumo eu vejo no shopping, e mulher pelada eu vejo toda vez que tomo banho.

Mas, como tudo na vida, o Carnaval tem seu lado bom. Feriado grandão!!! Oba!!! Enquanto o povo cai na folia eu curto um descanso extra.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Minissaias e abelhas

Acho que qualquer um que acredite em liberdade individual (ou que tenha estudado pelo menos um pouco de direito constitucional) tenha ficado enojado com o que fizeram com a mina da minissaia em São Bernardo. Afinal, o problema é todo dela se ela quer usar aquele tipo de roupa, ué. Eu não usaria, mas isso também é problema meu. A molecada agiu como o Taliban no Afeganistão.
Cá pra nós: parece intriga de mulher com inveja! Anyway, a proporção que a coisa tomou assusta. Parece que uma nuvem de loucura tomou conta do povo. Se se procura quem tenha começado isso, não se acha.
Olha só: este século começou sob o espectro dessas movimentações coletivas (um exemplo básico: toda semana tem passeata na Paulista!). É como se fosse melhor se expor pelo todo e não pelo individual. Será que é menos perigoso? Mais fácil (porque daí não é preciso pensar muito, mas só seguir o que o grupo faz)? Dá mais força? Ainda não sei direito. Só o que sei é que tem muita gente agindo como enxame de abelhas.
Tem pensadores avaliando isso. O direito tem tentado "dissolver" a individualidade em casos específicos; a medicina, já faz tempo, estuda questões de saúde pública; a linguística analisa a ligação dos grupos à sua expressão verbal como forma de identidade; a psicologia tem estudos sobre os grupos. Mas mesmo assim não sei se estamos prontos pra entender essa doideira contagiosa que tomou conta, do nada, da garotada daquela faculdade em São Bernardo.
Pensemos.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Ultimamente os dias têm sido emocionantes por conta das maluquices do tempo em SP. Pode ser que você saia de casa com um sol lindo e céu aberto, e daí tudo fica preto como noite e cai aquela chuva congestionadora de trânsito. Já tô deixando comida e coisas pra ler no carro. Sinal de que o inesperado já tá meio que virando esperado.
Mas o inesperado e a emoção não precisam vir só desse montão de água (2009, o ano aquático!) e de coisas estressantes. Ver a editora em que você trabalha emplacar os três primeiros lugares do Prêmio Jabuti, e saber que tem uma parcela (boa!) do seu trabalho nisso é inesperado também, mas dá a certeza de que você está fazendo tudo direitinho.
Fiquei feliz como se o São Paulo tivesse ganho (outro) campeonato, com uma diferença: eu estava no campo e não na arquibancada.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Auto-elogio (eu mereço)

Recebi um e-mail hilário com fotos de celebridades com e sem make-up. Cara, nem eu quando acabo de acordar (o pior momento estético do meu dia) tenho a cara da Victoria Beckham desmontada.

Daí fiquei pensando o que é que conduz alguém à posição de "símbolo sexual". E, pelo visto, só é preciso make, chapinha e um pouco de sorte.

Mas decidi que não ia até o shopping gastar os tubos em produção. Porque o Eduardo diz que eu fico melhor ao natural, sem maquiagem, como eu sempre estou. Porque o Eduardo adora o meu estilo de me vestir. Porque o Eduardo, quando nos encontramos, sempre diz, mesmo se eu tiver acabado de acordar: "Puxa, como você é linda".

E quer melhor situação que essa - ser o símbolo sexual do homem que você ama? Pra mim já está de bom tamanho!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Vou propagandear este artigo para tudo quanto é lado... É a cara da universidade achar que humanas não são ciências.

http://universidadeparaquem.wordpress.com/2009/08/11/vladimir-safatle-o-mal-estar-estar-nas-ciencias-humanas/

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Estava eu voltando da ortodontista, cheia de novos troços na boca (elástico inclusive), e toda molhada porque, depois de rodar a Paulista quase toda, só fui achar guarda-chuva no shopping de muamba, quando uma senhora e um câmera me pararam.

"É da Globo! Programa novo! Dá uma entrevista?"

Eu tinha acabado de renegar um daqueles pesquisadores tontos (que sempre acham que eu tenho 20 anos e depois acabam me liberando porque já entrevistaram alguém de 30). Mas a abordagem foi tão pressão que acabei cedendo... Respondi umas perguntas sobre HPV, descabelada, com o óculos molhado e tudo que vocês podem imaginar dentro da boca.

Eles falaram que é um programa novo de variedades que vai passar na última sexta de agosto e será apresentado pela Fernanda Lima...

Agora, se eles vão colocar esta que vos fala no ar, só se for porque eu sabia tudo de HPV (porque a aparência estava medonha!!!! Hahahahaaha)...

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Ajudando a divulgar o blog da família do Gabriel, aquele brasileiro que sumiu no Malawi: http://ajudegabrielbuchmann.blogspot.com