Quase começo este texto com o mesmo assunto da semana passada. Ia mencionar o espetáculo à parte da grosseria das pessoas no show do Radiohead (como eu nunca vi nem em estádio de futebol, e num contraste absurdo com a beleza do que a banda apresentou), entre outras cenas de pura loucura humana semelhantes àquelas de que falei no último post. Mas não quero acabar minha semana assim mal, porque hoje me senti tão produtiva e tão, hã, digamos, encaminhada nas coisas que quero fazer... Não estou mais com vontade.
Por outro lado, penso que o fato de estar sendo atraída para essas situações esquisitas deve ter um motivo. Não acho que seja o de ajudar os envolvidos. Parece que a vida quer me mostrar a minha própria agressividade estampada na cara dos outros.
Pois é, eu sou uma pessoa bastante agressiva, sim, e rodar a baiana é a especialidade da casa. E ver o efeito de uma reação desproporcional nos outros tem me ensinado, mesmo que tudo isso tenha aparecido na minha frente por pura e simples coincidência - mas eu não acredito em coincidências.
Pode parecer estranho, mas o poder está nas mãos de quem tem paciência. Paciência, por outro lado, não se confunde com passividade, mas com um controle tão perfeito da própria personalidade que, ao mesmo tempo em que a pessoa agredida não reage, ela também não se deixa dominar, com atitudes simples que deixam o agressor sem reação. Parece que um tomou a mente do outro! Bom, é quase isso. Um simples olhar irônico pode causar um ataque cardíaco... E, como eu mesma pude provar com minhas próprias atitudes, uma simples "ignorada" coloca os pingos nos is mais facilmente que uma discussão.
Com isso, acabei economizando minha energia, que serviu dar andamento a tudo a que eu tinha me proposto nesta semana. E não era pouca coisa, muito pelo contrário!
sexta-feira, 27 de março de 2009
terça-feira, 17 de março de 2009
Acho que pelo menos uma vez no mês eu reclamo que as pessoas estão completamente malucas. Bom, lá vou eu de novo reclamar. Mas NUNCA aconteceu de eu dar de cara, na mesma semana, com duas batidas de carro, um atropelamento e gente mais doida que o normal no trânsito. Aí, pra colocar a cerejinha no topo do doce, hoje choveu em São Paulo o equivalente a metade do mês. Fiquei uma hora e meia parada dentro de um carro com mais três amigos. Até que tive sorte, porque pelo menos eu estava dando risada e protegida da chuva. Mas...
Cara, eu já vi várias vezes a chuva transtornar São Paulo. Mas nunca senti as pessoas desorientadas. Pois é, foi isso mesmo que eu percebi. Ninguém parecia saber direito em que planeta estava. Um sujeito que estava de carona no carro que estava na frente entrou e saiu do véículo três vezes, em plena chuva! E tinha muita gente parada no meio da calçada, sem se proteger ou sair correndo de uma vez.
Entre a conversa com os meus amigos, o que passava pela minha cabeça era: ALGUÉM LIGUE O DESPERTADOR, PELO AMOR DE DEUS!!!!!!!!!!!
Será que é excesso de TV?!?!?! Hahahahaha
Cara, eu já vi várias vezes a chuva transtornar São Paulo. Mas nunca senti as pessoas desorientadas. Pois é, foi isso mesmo que eu percebi. Ninguém parecia saber direito em que planeta estava. Um sujeito que estava de carona no carro que estava na frente entrou e saiu do véículo três vezes, em plena chuva! E tinha muita gente parada no meio da calçada, sem se proteger ou sair correndo de uma vez.
Entre a conversa com os meus amigos, o que passava pela minha cabeça era: ALGUÉM LIGUE O DESPERTADOR, PELO AMOR DE DEUS!!!!!!!!!!!
Será que é excesso de TV?!?!?! Hahahahaha
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
E eu achando que era neuras
Resultado: 23 pontos
Você é uma pessoa mais ou menos organizada. Embora sua vida não esteja de 'pernas para cima', ela também não está totalmente organizada. Aqui ou ali você tem deixado de pôr ordem em algumas coisas. Entretanto, no geral, você pode ser enquadrado(a) como uma pessoa que se esforça para manter as coisas sob controle em termos de organização. Pratique mais, e planeje com antecedência suas atividades, e deste modo alcançará um nível de organização acima da média, ficando no ponto ideal.
Você É Uma Pessoa Organizada?
Oferecimento: InterNey.Net
Você é uma pessoa mais ou menos organizada. Embora sua vida não esteja de 'pernas para cima', ela também não está totalmente organizada. Aqui ou ali você tem deixado de pôr ordem em algumas coisas. Entretanto, no geral, você pode ser enquadrado(a) como uma pessoa que se esforça para manter as coisas sob controle em termos de organização. Pratique mais, e planeje com antecedência suas atividades, e deste modo alcançará um nível de organização acima da média, ficando no ponto ideal.
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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
A vida é um eterno desabrochar de competências. Parece papo de linguista, mas lendo a palavra "competência" no sentido amplo, isso é a mais pura verdade!
Hoje passeei com meu carro novo. Há três anos atrás, quando o problema da distância pegou pesado pela primeira vez na minha vida, na época em que entrei na faculdade pela segunda vez, a possibilidade de ter um carro não foi nem cogitada. Não por medo, mas por realmente não achar relevante. Pra resolver o problema, resolvi sair da casa dos meus pais.
Juro que nem de leve passou pela minha cabeça aprender a dirigir de novo! Não via isso como uma forma de facilitar minha vida. Afinal, pra que servem os transportes coletivos (e, na hora do aperto, os táxis)?
Isso até voltar a dirigir (o que devo com todo o coração ao Eduardo). E rodar São Paulo toda de carro. A coisa foi indo, foi indo até chegar ao ponto de eu voltar para a casa dos meus pais, começar a guardar grana (de um jeito mais organizado) para o sonho da casa própria (eu já estava cogitando ir no Silvio Santos, porque não conseguia guardar dinheiro de jeito nenhum) e comprar um carro novo pra ser o meu fiel escudeiro.
Gozado é que isso tudo aconteceu de novo por causa da distância. O Eduardo deixara o carro dele comigo porque o meu quebrava o tempo todo. Só que ele tá em Campinas... E, bem, já viu. Pra facilitar o nosso contato, nada como um carro.
Que coisa. As competências se desenvolvem na porrada (ou, no meu caso, na distância...). As facilidades e o comodismo realmente não levam ninguém pra frente!
Hoje passeei com meu carro novo. Há três anos atrás, quando o problema da distância pegou pesado pela primeira vez na minha vida, na época em que entrei na faculdade pela segunda vez, a possibilidade de ter um carro não foi nem cogitada. Não por medo, mas por realmente não achar relevante. Pra resolver o problema, resolvi sair da casa dos meus pais.
Juro que nem de leve passou pela minha cabeça aprender a dirigir de novo! Não via isso como uma forma de facilitar minha vida. Afinal, pra que servem os transportes coletivos (e, na hora do aperto, os táxis)?
Isso até voltar a dirigir (o que devo com todo o coração ao Eduardo). E rodar São Paulo toda de carro. A coisa foi indo, foi indo até chegar ao ponto de eu voltar para a casa dos meus pais, começar a guardar grana (de um jeito mais organizado) para o sonho da casa própria (eu já estava cogitando ir no Silvio Santos, porque não conseguia guardar dinheiro de jeito nenhum) e comprar um carro novo pra ser o meu fiel escudeiro.
Gozado é que isso tudo aconteceu de novo por causa da distância. O Eduardo deixara o carro dele comigo porque o meu quebrava o tempo todo. Só que ele tá em Campinas... E, bem, já viu. Pra facilitar o nosso contato, nada como um carro.
Que coisa. As competências se desenvolvem na porrada (ou, no meu caso, na distância...). As facilidades e o comodismo realmente não levam ninguém pra frente!
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Sabe aquele dia RUIM? Então, o meu foi assim. E os problemas vinham todos de fora! Bom, diz a metafísica que mesmo os problemas de fora acontecem por nossa causa (porque estávamos num estado de espírito que facilitava a chegada deles). Daí começo a me perguntar: o que foi que eu fiz?
Ops, pera aí, olha a culpa rondando de novo. É legal saber das coisas e das teorias que existem pra explicar o mundo aí fora, mas a gente tem a tendência terrível de subjetivar a natureza... Sim, acho que a metafísica tenta explicar a natureza. Não existe "sobrenatural", só coisas que não entendemos.
Isso me faz pensar naquele provérbio segundo o qual o mestre aparece quando o discípulo está pronto. A gente pode interpretar um conhecimento diferente conforme a nossa subjetividade (há quem diga que esse é o problema das religiões...). E aí é que mora o perigo. A nossa interpretação pode desvirtuar o real sentido daquele conhecimento.
Um exemplo. Apesar de ser uma nerd em astrologia, parei de ler previsões e não estudo mais horóscopo progredido (que é esse que permite a elaboração das previsões), porque eu sentia que criava uma expectativa em cima da previsão, fosse ela boa ou ruim. O maluco disso tudo é que a minha vida não andava para lado nenhum, porque eu ficava sempre esperando acontecer alguma coisa. É a subjetividade atrapalhando o aproveitamento de uma coisa que serve, na verdade, pra organizar a vida.
Por aí também fica mais fácil entender por que as religiões têm dogmas e segredos, e, assim como as seitas e irmandades místicas, só abrem os detalhes a pessoas preparadas para isso. Seria uma medida de proteção? É algo interessante, tendo em vista que estamos num mundo em que a informação deve ser disponibilizada a todo custo e em que o contrário disso é sacrilégio (com o perdão da palavra). Será que realmente estamos em condição de saber tudo, como tão pretensiosamente queremos quando fazemos uma busca no Google?
Podemos estar na primeira série e querendo saber as coisas do colegial...
Ops, pera aí, olha a culpa rondando de novo. É legal saber das coisas e das teorias que existem pra explicar o mundo aí fora, mas a gente tem a tendência terrível de subjetivar a natureza... Sim, acho que a metafísica tenta explicar a natureza. Não existe "sobrenatural", só coisas que não entendemos.
Isso me faz pensar naquele provérbio segundo o qual o mestre aparece quando o discípulo está pronto. A gente pode interpretar um conhecimento diferente conforme a nossa subjetividade (há quem diga que esse é o problema das religiões...). E aí é que mora o perigo. A nossa interpretação pode desvirtuar o real sentido daquele conhecimento.
Um exemplo. Apesar de ser uma nerd em astrologia, parei de ler previsões e não estudo mais horóscopo progredido (que é esse que permite a elaboração das previsões), porque eu sentia que criava uma expectativa em cima da previsão, fosse ela boa ou ruim. O maluco disso tudo é que a minha vida não andava para lado nenhum, porque eu ficava sempre esperando acontecer alguma coisa. É a subjetividade atrapalhando o aproveitamento de uma coisa que serve, na verdade, pra organizar a vida.
Por aí também fica mais fácil entender por que as religiões têm dogmas e segredos, e, assim como as seitas e irmandades místicas, só abrem os detalhes a pessoas preparadas para isso. Seria uma medida de proteção? É algo interessante, tendo em vista que estamos num mundo em que a informação deve ser disponibilizada a todo custo e em que o contrário disso é sacrilégio (com o perdão da palavra). Será que realmente estamos em condição de saber tudo, como tão pretensiosamente queremos quando fazemos uma busca no Google?
Podemos estar na primeira série e querendo saber as coisas do colegial...
domingo, 4 de janeiro de 2009
Retrospectivas, perspectivas
2008 foi um ano beeeem legal. Começou com o Eduardo passando na Unicamp, seguiu com uma promoção e mais responsa no trabalho, viu o REM em São Paulo (eu tava lá, como vocês sabem) e o Hexatricolor. Uau! Não foi pouco.
Mas, como nem tudo é perfeito, contratempos também apareceram: pouco tempo pra descansar, muitas obrigações em decorrência do trabalho, da facul e dos projetos paralelos, ficar a 80 km de distância do Eduardo...
Num breve review, dá pra dizer que foi um ano que exigiu bastante de mim, e que me recompensou bastante também, se eu desse duro.
Também fiquei muito feliz em notar que muita gente se aproximou mais de mim, ou então se reaproximou. Isso me fez muito bem, não só porque é muito bom ter amigos, mas ainda porque eu tava bem sensibilizada pelo fato de estar longe do Eduardo na maior parte do tempo.
2009 começa com boas perspectivas, pois tenho já algumas idéias em andamento. Pra ajudar, é um ano regido pelo Sol. Bom para destaque individual. Ou seja: é legal investir em projetos novos. Eu tenho os meus e vou cair de boca neles.
Vou também manter os laços de amizade que se fizeram ou se fortaleceram. Sendo propositalmente repetitiva: sempre é bom ter muitos amigos!
A primeira grande "comoção" do ano vem só em março, o show do Radiohead. Mas não sou do tipo que espera o Carnaval pra começar o ano (e muito menos vou esperar pelo show!). Vamos começar desde já, OK?
Mas, como nem tudo é perfeito, contratempos também apareceram: pouco tempo pra descansar, muitas obrigações em decorrência do trabalho, da facul e dos projetos paralelos, ficar a 80 km de distância do Eduardo...
Num breve review, dá pra dizer que foi um ano que exigiu bastante de mim, e que me recompensou bastante também, se eu desse duro.
Também fiquei muito feliz em notar que muita gente se aproximou mais de mim, ou então se reaproximou. Isso me fez muito bem, não só porque é muito bom ter amigos, mas ainda porque eu tava bem sensibilizada pelo fato de estar longe do Eduardo na maior parte do tempo.
2009 começa com boas perspectivas, pois tenho já algumas idéias em andamento. Pra ajudar, é um ano regido pelo Sol. Bom para destaque individual. Ou seja: é legal investir em projetos novos. Eu tenho os meus e vou cair de boca neles.
Vou também manter os laços de amizade que se fizeram ou se fortaleceram. Sendo propositalmente repetitiva: sempre é bom ter muitos amigos!
A primeira grande "comoção" do ano vem só em março, o show do Radiohead. Mas não sou do tipo que espera o Carnaval pra começar o ano (e muito menos vou esperar pelo show!). Vamos começar desde já, OK?
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Acho que por causa do tempo, os mosquitinhos estão com tudo aqui na minha lâmpada.
Daí lembrei do post dos mosquitinhos e fiquei pensando, nestas vésperas do meu níver de balzaquiana + 1, o que eu fiz neste ciclo astral que me afastou dessa situação.
Alguns vão dizer que meu último post mostra que eu me afastei bastante... Mas ainda me vejo indo na onda dos outros. Ainda que eu não me prejudique com isso, também não me ajudo ou me beneficio. É como tempo perdido.
Bom, a vida é um aprendizado, em que a gente tem que passar por várias situações pra pegar o jeito das coisas. Ok, a cada mancada a gente fica mais esperto sim. E se eu não fosse esperta eu estaria comendo poeira e sem metade das coisas legais que andei conquistando... Modéstia à parte. Mas acho isso mesmo.
Modéstia. Essa palavra é tão legal de usar quando a gente quer mostrar o quanto é bonzinho e fofinho, e também caridoso, e ainda mostra o quanto você não "se acha".
Mas isso é altamente hipócrita, porque lá no fundo todo mundo quer ser reconhecido. Não que todo mundo queira sair na Caras. Mas pensemos na hipótese mais altruísta: você no mínimo quer ver os frutos do que você faz ajudando outras pessoas, e, pra isso, você tem que ser reconhecido como um sujeito que faz coisas boas.
A coisa é tão louca que você quer parecer menos pra ser reconhecido também, mas como uma pessoa legal que deve ser amada e idolatrada. Porque ser honesto sobre quem você é de verdade, seja para o bem, seja para o mal, pode causar atrito, nem todo mundo pode concordar...
Mas não quero nem saber, porque pagar de boazinha nunca me levou a nada. Portanto, eu reconheço que devo ter um mínimo de esperteza e inteligência, sim. Um tanto de sorte (=mãozinha do anjo da guarda) e trabalho duro também entram na conta.
Olha... Reconhecer suas qualidades sem aquela modéstia falsa é sair de perto da lâmpada do "como sou legal".
Então evoluí, sim.
Daí lembrei do post dos mosquitinhos e fiquei pensando, nestas vésperas do meu níver de balzaquiana + 1, o que eu fiz neste ciclo astral que me afastou dessa situação.
Alguns vão dizer que meu último post mostra que eu me afastei bastante... Mas ainda me vejo indo na onda dos outros. Ainda que eu não me prejudique com isso, também não me ajudo ou me beneficio. É como tempo perdido.
Bom, a vida é um aprendizado, em que a gente tem que passar por várias situações pra pegar o jeito das coisas. Ok, a cada mancada a gente fica mais esperto sim. E se eu não fosse esperta eu estaria comendo poeira e sem metade das coisas legais que andei conquistando... Modéstia à parte. Mas acho isso mesmo.
Modéstia. Essa palavra é tão legal de usar quando a gente quer mostrar o quanto é bonzinho e fofinho, e também caridoso, e ainda mostra o quanto você não "se acha".
Mas isso é altamente hipócrita, porque lá no fundo todo mundo quer ser reconhecido. Não que todo mundo queira sair na Caras. Mas pensemos na hipótese mais altruísta: você no mínimo quer ver os frutos do que você faz ajudando outras pessoas, e, pra isso, você tem que ser reconhecido como um sujeito que faz coisas boas.
A coisa é tão louca que você quer parecer menos pra ser reconhecido também, mas como uma pessoa legal que deve ser amada e idolatrada. Porque ser honesto sobre quem você é de verdade, seja para o bem, seja para o mal, pode causar atrito, nem todo mundo pode concordar...
Mas não quero nem saber, porque pagar de boazinha nunca me levou a nada. Portanto, eu reconheço que devo ter um mínimo de esperteza e inteligência, sim. Um tanto de sorte (=mãozinha do anjo da guarda) e trabalho duro também entram na conta.
Olha... Reconhecer suas qualidades sem aquela modéstia falsa é sair de perto da lâmpada do "como sou legal".
Então evoluí, sim.
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