Sábado na balada. Até aí, tudo bem: foi divertido, estava com amigos queridos e num ambiente mais do que conhecido. Mas alguma coisa estava diferente.
Eu estava com um outfit elegante demais para uma balada do centro de SP. E só fui me tocar quando vi o naipe da mulherada do local.
Muitas pessoas de 40+ vestidos como meninos de 20.
A menina do caixa diz que é vantagem comprar a entrada de R$ 80 porque a consumação está incluída. Claro, compensa pra quem bebe álcool. O que não é o meu caso. (E eu fiquei com a entrada de R$ 30 mesmo.)
Há uns poucos anos atrás, isso tudo teria passado batido. Estaria com roupas modernosas, não ligaria para os tiozões Sukita e compraria a entrada de R$ 80.
Mas percebi que, não obstante uma balada de vez em quando seja boa para o moral (parafraseando Rita Cadillac), não é mais imprescindível. Me senti meio mulherão no meio de um monte de crianças... E prefiro crianças de verdade a adultos Peter Pan.
domingo, 16 de setembro de 2012
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Melhor é impossível
As melhores coisas da vida, sem dúvida, estão nos pequenos detalhes.
Hoje, defendi minha dissertação de mestrado, fui aprovada, e tive um resultado concreto de um trabalho de dois anos e meio. Um verdadeiro parto, que, evidentemente, valeu a pena e só alimentou ainda mais o meu vício pela pesquisa e o amor pelas letras.
Mas tudo isso teria sido protocolar e sem colorido se não fosse por esses pequenos detalhes.
A pesquisa foi desenvolvida com muito amor e vontade de fazer a diferença (minha modéstia é uma coisa, eu sei).
Minhas amigas-irmãs me arrastaram na véspera para uma girls' night out e dormi leve que nem uma pluma.
Aquela pessoa mais que especial ligou pra me desejar boa sorte.
Minha família estava presente na torcida à la Morumbi no clássico.
Todos esses pequenos eventos somados ao grandão é que fizeram o dia de hoje especial. De minha parte, só posso mesmo expressar a imensa, enorme gratidão por ver a vida querendo que eu viva leve, feliz e realizada. Melhor que isso, só dois disso!
Hoje, defendi minha dissertação de mestrado, fui aprovada, e tive um resultado concreto de um trabalho de dois anos e meio. Um verdadeiro parto, que, evidentemente, valeu a pena e só alimentou ainda mais o meu vício pela pesquisa e o amor pelas letras.
Mas tudo isso teria sido protocolar e sem colorido se não fosse por esses pequenos detalhes.
A pesquisa foi desenvolvida com muito amor e vontade de fazer a diferença (minha modéstia é uma coisa, eu sei).
Minhas amigas-irmãs me arrastaram na véspera para uma girls' night out e dormi leve que nem uma pluma.
Aquela pessoa mais que especial ligou pra me desejar boa sorte.
Minha família estava presente na torcida à la Morumbi no clássico.
Todos esses pequenos eventos somados ao grandão é que fizeram o dia de hoje especial. De minha parte, só posso mesmo expressar a imensa, enorme gratidão por ver a vida querendo que eu viva leve, feliz e realizada. Melhor que isso, só dois disso!
terça-feira, 17 de julho de 2012
Propaganda enganosa
Quando eu tinha 15 anos e lia Capricho, fui habilmente convencida de que a vida adulta me traria segurança e firmeza. Evidentemente, isso estava condicionado a ter e ser várias coisas que a revista dizia que eram cool. Mas mesmo assim ficou a ponta de certeza de que, depois dos 21 anos (naquele tempo a maioridade legal vinha depois dos 21) tudo seria diferente, eu seria um mulherão cheio de força e poder pra fazer o que quisesse.
Mas, bem, estou com 34 e ainda tenho umas muitas inseguranças que a maioridade não resolveu (na verdade, ela agravou algumas...). Como isso tem martelado na minha cabeça esses dias, quero compartilhar o que me pinicou e saber se isso acontece só comigo... Ou se tem mais gente passando pela mesma coisa.
1. A conquista
Atire a primeira pedra quem teve uma adolescência tranquila, na qual era muito fácil falar para o objeto do seu desejo que você estava a fim. Ou quem não se atrapalhou pra fazer isso, não se declarava das formas mais sem noção que se tem notícia. Daí você cresce um pouco mais, consegue arrumar um namorado, acha que nunca mais vai ter aquele trabalho todo... Até que o namoro termina e você se vê de novo "no mercado" da conquista e sem prática de paquera. Especialmente se seus namoros foram todos muito compridos, com anos de duração.
Bom, eu passei por essa situação algumas vezes e agora voltei a ela. E, aham, estou me sentindo com 15 anos de novo, tremendo na base na hora em que dou de cara com o cara, pulando de felicidade quando bate email, postagem no Facebook ou telefonema do sujeito e ficando com cara de tacho por não ter a mínima ideia de como acelerar a situação. Se é que dá pra acelerar: será que ele gosta de mim, Jesus???Reações nada equilibradas, nada condizentes com uma pessoa que fez duas faculdades, faz mestrado, estuda o transcendental e o oculto etc. etc.
2. As multidões
Eu era meio tapada em multidões no final da infância e na adolescência. Fila da cantina do colégio era uma tristeza. Eu sempre ficava por último e só conseguia comer no final do recreio. Metrô das 7 da manhã, então, era tenso. O povo me carregava junto, parecia uma grande ola no Morumbi, com a diferença de que eu não sabia se ia entrar no trem, cair na linha ou voltar para a porta da estação.
Eu ainda sou tapadíssima em multidões; crescer e ser uma mulher até que alta para os padrões brasileiros não ajudou muito. Segurar lugar em show é todo um trabalho de estratégia... E o metrô, graças a Deus, não preciso mais encarar o das 7 da manhã nem o das 6 da tarde porque moro no interior, e tenho o privilégio de poder andar em São Paulo fora dos horários de pico. Mas a ola da Sé sempre está à espreita...
3. Os pronomes de tratamento
Minha mãe sempre disse que tinha de chamar os mais velhos ou pessoas com ascendência de senhor ou senhora. E aquilo ficou entranhado na minha cabeça, como uma formalidade inescapável da qual não consigo me libertar nem mesmo quando a outra pessoa pede, pelo amor de Deus, para que eu não a trate como velha (isso tá na moda hoje, o que é ótimo!).
Isso parece besta, mas tem proporções engraçadas. Só de uns tempos pra cá parei de chamar meu orientador de mestrado (pouca coisa mais velho que eu) por pronomes de tratamento sisudos. E mulheres aparentemente jovens mas que, pela condição em que estão, têm idade e ascendência acabam sendo "senhoras"... Mesmo que não queiram ser tratadas assim. Alguma coisa ainda fica dizendo pra mim que eu sou menininha sem sê-lo de verdade!
Ai, gente, como fizeram propaganda enganosa da idade adulta. Tenho maquiagem e roupa da moda, mas não tenho segurança. A Capricho me enganou! Claro, segurança e firmeza não vêm com idade... Vêm com maturidade. E essas duas coisas não se confundem.
Mas, bem, estou com 34 e ainda tenho umas muitas inseguranças que a maioridade não resolveu (na verdade, ela agravou algumas...). Como isso tem martelado na minha cabeça esses dias, quero compartilhar o que me pinicou e saber se isso acontece só comigo... Ou se tem mais gente passando pela mesma coisa.
1. A conquista
Atire a primeira pedra quem teve uma adolescência tranquila, na qual era muito fácil falar para o objeto do seu desejo que você estava a fim. Ou quem não se atrapalhou pra fazer isso, não se declarava das formas mais sem noção que se tem notícia. Daí você cresce um pouco mais, consegue arrumar um namorado, acha que nunca mais vai ter aquele trabalho todo... Até que o namoro termina e você se vê de novo "no mercado" da conquista e sem prática de paquera. Especialmente se seus namoros foram todos muito compridos, com anos de duração.
Bom, eu passei por essa situação algumas vezes e agora voltei a ela. E, aham, estou me sentindo com 15 anos de novo, tremendo na base na hora em que dou de cara com o cara, pulando de felicidade quando bate email, postagem no Facebook ou telefonema do sujeito e ficando com cara de tacho por não ter a mínima ideia de como acelerar a situação. Se é que dá pra acelerar: será que ele gosta de mim, Jesus???Reações nada equilibradas, nada condizentes com uma pessoa que fez duas faculdades, faz mestrado, estuda o transcendental e o oculto etc. etc.
2. As multidões
Eu era meio tapada em multidões no final da infância e na adolescência. Fila da cantina do colégio era uma tristeza. Eu sempre ficava por último e só conseguia comer no final do recreio. Metrô das 7 da manhã, então, era tenso. O povo me carregava junto, parecia uma grande ola no Morumbi, com a diferença de que eu não sabia se ia entrar no trem, cair na linha ou voltar para a porta da estação.
Eu ainda sou tapadíssima em multidões; crescer e ser uma mulher até que alta para os padrões brasileiros não ajudou muito. Segurar lugar em show é todo um trabalho de estratégia... E o metrô, graças a Deus, não preciso mais encarar o das 7 da manhã nem o das 6 da tarde porque moro no interior, e tenho o privilégio de poder andar em São Paulo fora dos horários de pico. Mas a ola da Sé sempre está à espreita...
3. Os pronomes de tratamento
Minha mãe sempre disse que tinha de chamar os mais velhos ou pessoas com ascendência de senhor ou senhora. E aquilo ficou entranhado na minha cabeça, como uma formalidade inescapável da qual não consigo me libertar nem mesmo quando a outra pessoa pede, pelo amor de Deus, para que eu não a trate como velha (isso tá na moda hoje, o que é ótimo!).
Isso parece besta, mas tem proporções engraçadas. Só de uns tempos pra cá parei de chamar meu orientador de mestrado (pouca coisa mais velho que eu) por pronomes de tratamento sisudos. E mulheres aparentemente jovens mas que, pela condição em que estão, têm idade e ascendência acabam sendo "senhoras"... Mesmo que não queiram ser tratadas assim. Alguma coisa ainda fica dizendo pra mim que eu sou menininha sem sê-lo de verdade!
Ai, gente, como fizeram propaganda enganosa da idade adulta. Tenho maquiagem e roupa da moda, mas não tenho segurança. A Capricho me enganou! Claro, segurança e firmeza não vêm com idade... Vêm com maturidade. E essas duas coisas não se confundem.
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Tudo que vai... Volta
Eu já tinha conhecimento da lei de ação e reação já há tempos. Mas só de uns meses pra cá é que tenho sentido como ela atua de forma mais concreta; eu diria mesmo que de forma estridente! Às vezes estamos tão envolvidos com as banalidades da vida e não damos muita atenção em como nossa vida é o desdobramento evidente dos nossos atos.
Claro, há casos nos quais todo mundo vai concordar que existe uma relação de causa e consequência. Se você trabalha bem, é promovido ou então se desenvolve profissionalmente. Óbvio? Pode ser. Mas, no fundo da mente de muita gente, não é não. As pessoas enrolam, perdem tempo com um montão de coisas e a última coisa que pensam em fazer é trabalhar. Daí reclamam para os colegas no café que não têm oportunidades, que a economia está uma droga, que nada dá certo pra elas. Conclusão: inconscientemente, elas esperam que alguém faça tudo por elas.
No mar de energia no qual estamos mergulhados, não dá pra achar que as coisas vão chegar prontas pra nós sem que tomemos a iniciativa de fazer alguma coisa. Por isso que os sábios, desde a Antiguidade, já diziam que tudo é movimento. E a física (a "normal" mesmo, não precisa nem entrar em física quântica) diz que toda ação tem uma reação correspondente. Consequências dependem de ações, portanto.
Tem o outro lado da moeda, que é o que tem pegado mais pra mim ultimamente, como disse no começo. Também não dá pra agir de qualquer jeito sem achar que não vai haver consequência. Sempre há, e ela tem vindo rápido, sem que eu visse o bonde passar.
Ou o ônibus. Um dia estava eu dirigindo em Campinas, conversando com a Amanda, e metendo o pau num determinado grupo do qual fiz parte no passado. Eu estava fazendo um caminho conhecido das duas e devia me preparar para pegar uma saída à direita. Ia pegar a faixa da direita quando um ônibus passou bem na hora da manobra e impediu que eu pegasse a saída.
O recado, pra mim, foi claro (embora pareça besta): problema seu que você não quer fazer parte mais daquele grupo. Não guarde raiva nem rancor. Já que você guardou, agora também você não vai chegar onde quer. (Sem falar que meter o pau nos outros me impediu de prestar atenção no trânsito...)
Nós chegamos onde queríamos, mas demorou uns vinte minutos a mais. Se eu estivesse numa vibe menos estressada com filosofia transcendente - como ocorre com, acho, 90% das pessoas - não teria feito ligação entre os dois fatos e me eximiria de qualquer responsabilidade sobre o que aconteceu. Mas tive, sim. Como tenho sobre tudo o mais que acontece comigo e você tem sobre tudo que acontece contigo.
Tem o lado bom, que é ser paparicado e ganhar pedaço de brownie de graça numa loja quando você ajuda o atendente sem que ele peça, como aconteceu comigo hoje. Obviamente, não podemos também agir egoisticamente, fazendo coisas boas para ter algo em troca. Precisamos fazer coisas boas porque, dessa forma, a pessoa ao nosso lado fica bem, e pode deixar outra pessoa bem, que pode deixar uma terceira pessoa bem... E assim sucessivamente. É a nossa parte na melhoria do planeta - que também está na situação que está em consequência dos nossos atos...
Claro, há casos nos quais todo mundo vai concordar que existe uma relação de causa e consequência. Se você trabalha bem, é promovido ou então se desenvolve profissionalmente. Óbvio? Pode ser. Mas, no fundo da mente de muita gente, não é não. As pessoas enrolam, perdem tempo com um montão de coisas e a última coisa que pensam em fazer é trabalhar. Daí reclamam para os colegas no café que não têm oportunidades, que a economia está uma droga, que nada dá certo pra elas. Conclusão: inconscientemente, elas esperam que alguém faça tudo por elas.
No mar de energia no qual estamos mergulhados, não dá pra achar que as coisas vão chegar prontas pra nós sem que tomemos a iniciativa de fazer alguma coisa. Por isso que os sábios, desde a Antiguidade, já diziam que tudo é movimento. E a física (a "normal" mesmo, não precisa nem entrar em física quântica) diz que toda ação tem uma reação correspondente. Consequências dependem de ações, portanto.
Tem o outro lado da moeda, que é o que tem pegado mais pra mim ultimamente, como disse no começo. Também não dá pra agir de qualquer jeito sem achar que não vai haver consequência. Sempre há, e ela tem vindo rápido, sem que eu visse o bonde passar.
Ou o ônibus. Um dia estava eu dirigindo em Campinas, conversando com a Amanda, e metendo o pau num determinado grupo do qual fiz parte no passado. Eu estava fazendo um caminho conhecido das duas e devia me preparar para pegar uma saída à direita. Ia pegar a faixa da direita quando um ônibus passou bem na hora da manobra e impediu que eu pegasse a saída.
O recado, pra mim, foi claro (embora pareça besta): problema seu que você não quer fazer parte mais daquele grupo. Não guarde raiva nem rancor. Já que você guardou, agora também você não vai chegar onde quer. (Sem falar que meter o pau nos outros me impediu de prestar atenção no trânsito...)
Nós chegamos onde queríamos, mas demorou uns vinte minutos a mais. Se eu estivesse numa vibe menos estressada com filosofia transcendente - como ocorre com, acho, 90% das pessoas - não teria feito ligação entre os dois fatos e me eximiria de qualquer responsabilidade sobre o que aconteceu. Mas tive, sim. Como tenho sobre tudo o mais que acontece comigo e você tem sobre tudo que acontece contigo.
Tem o lado bom, que é ser paparicado e ganhar pedaço de brownie de graça numa loja quando você ajuda o atendente sem que ele peça, como aconteceu comigo hoje. Obviamente, não podemos também agir egoisticamente, fazendo coisas boas para ter algo em troca. Precisamos fazer coisas boas porque, dessa forma, a pessoa ao nosso lado fica bem, e pode deixar outra pessoa bem, que pode deixar uma terceira pessoa bem... E assim sucessivamente. É a nossa parte na melhoria do planeta - que também está na situação que está em consequência dos nossos atos...
domingo, 20 de maio de 2012
Outra coisa que percebi em mim. Em muitas oportunidades, quando me sinto afetada de alguma forma em relação a sentimentos - sejam eles de amor, amizade, família, trabalho etc. -, noto que quem mexe é o plexo solar, o famoso chakra do estômago, o qual dizem que é a sede do ego.
Hmmm, sentimentos + ego é uma mistura meio indigesta. Fiquei preocupada, pois amar com o estômago nunca foi nem nunca será tema de poesia... Por um motivo simples: não se ama com o ego! Esse danado só quer mesmo é aparecer, me jogar cada vez mais no meio da Maya, Matrix ou seja lá o que for.
Daí fica difícil pra um ser que quer evoluir evoluir, não é? Por tabela, o mesmo ser acaba ganhando também uma dor de estômago quando seus desejos egoicos não são satisfeitos. Bom, não tenho dor de estômago, mas por outro lado não sentia muitas revoluções no lugar em que eu deveria sentir - o chakra de cima, o do coração. Aquele do amor incondicional e da aceitação. Como é que eu poderia dizer que amo alguém, se nem ao menos sei transbordar esse amor? Complicadíssimo. Então me impus uma tarefa de Lua Nova em Gêmeos (que é o signo que rege meus relacionamentos): prestar atenção nas minhas reações sentimentais e direcioná-las todas para o chakra do coração.
Arrisco dizer, porém, que essa situação que detectei em mim é a situação de muita gente hoje em dia. Também, todo mundo é estimulado a achar que é o centro do Universo, nesta competição doida em que somos induzidos a entrar pelo título de ferradão do ano, em que todo mundo é o mais bonito, o mais feliz, o mais rico, o mais tudo. Até o amor, que era pra ser o refúgio das horas complicadas, acaba virando competição. Algumas pessoas não casam por amor, mas pra mostrar que estão cumprindo seu papel de pessoa "inserida na sociedade" e que quer status social, não um companheiro. Daí criam o filho por obrigação, "porque precisa ter filho", e não por amor. Dureza.
Assim começa e se perpetua a cadeia do amor egoísta: o filho tem amizades por interesse e não por afinidade, os pais se enfiam em empregos que não amam por causa da compensação financeira etc. etc. Dureza (2). Dá não pra continuar assim. Não só pela dor de estômago que pode advir daí (porque isso também seria egoísta). Mas porque fomos feitos para viver em rede, como as células do corpo, que formam um todo maior.
Imagine se as células do seu corpo resolvem pensar só nelas mesmas. Isso é um câncer! (Corrijam-me os biólogos se o caso; pensei também em decomposição, confere?) E, da mesma forma que os comportamentos egoístas das células degeneram o corpo, o egoísmo dos seres humanos degenera a sociedade. Nem precisa andar muito por aí pra ver o quanto isso é verdade.
Hmmm, sentimentos + ego é uma mistura meio indigesta. Fiquei preocupada, pois amar com o estômago nunca foi nem nunca será tema de poesia... Por um motivo simples: não se ama com o ego! Esse danado só quer mesmo é aparecer, me jogar cada vez mais no meio da Maya, Matrix ou seja lá o que for.
Daí fica difícil pra um ser que quer evoluir evoluir, não é? Por tabela, o mesmo ser acaba ganhando também uma dor de estômago quando seus desejos egoicos não são satisfeitos. Bom, não tenho dor de estômago, mas por outro lado não sentia muitas revoluções no lugar em que eu deveria sentir - o chakra de cima, o do coração. Aquele do amor incondicional e da aceitação. Como é que eu poderia dizer que amo alguém, se nem ao menos sei transbordar esse amor? Complicadíssimo. Então me impus uma tarefa de Lua Nova em Gêmeos (que é o signo que rege meus relacionamentos): prestar atenção nas minhas reações sentimentais e direcioná-las todas para o chakra do coração.
Arrisco dizer, porém, que essa situação que detectei em mim é a situação de muita gente hoje em dia. Também, todo mundo é estimulado a achar que é o centro do Universo, nesta competição doida em que somos induzidos a entrar pelo título de ferradão do ano, em que todo mundo é o mais bonito, o mais feliz, o mais rico, o mais tudo. Até o amor, que era pra ser o refúgio das horas complicadas, acaba virando competição. Algumas pessoas não casam por amor, mas pra mostrar que estão cumprindo seu papel de pessoa "inserida na sociedade" e que quer status social, não um companheiro. Daí criam o filho por obrigação, "porque precisa ter filho", e não por amor. Dureza.
Assim começa e se perpetua a cadeia do amor egoísta: o filho tem amizades por interesse e não por afinidade, os pais se enfiam em empregos que não amam por causa da compensação financeira etc. etc. Dureza (2). Dá não pra continuar assim. Não só pela dor de estômago que pode advir daí (porque isso também seria egoísta). Mas porque fomos feitos para viver em rede, como as células do corpo, que formam um todo maior.
Imagine se as células do seu corpo resolvem pensar só nelas mesmas. Isso é um câncer! (Corrijam-me os biólogos se o caso; pensei também em decomposição, confere?) E, da mesma forma que os comportamentos egoístas das células degeneram o corpo, o egoísmo dos seres humanos degenera a sociedade. Nem precisa andar muito por aí pra ver o quanto isso é verdade.
domingo, 13 de maio de 2012
Estou percebendo um fenômeno muito interessante comigo. Me desinteressei enormemente por carne. Qualquer carne. E ver alguém comendo carne é muito estranho pra mim, como se eu nunca tivesse feito isso!
Das outras vezes em que tentei maneirar na carne, eu sentia também um desejo imenso de cair de boca mas me segurava. Como tudo que é feito de forma repressiva, sem o devido amadurecimento da ideia, a gente sempre fica tentado a burlar obrigações, mesmo que essas obrigações sejam impostas por nós mesmos.
E inevitavelmente acabava "recaindo". Mas agora... Não. Simplesmente não faz sentido. Não tem desejo. Não quero e pronto. Sem repressão.
O legal é que não só não tenho comido carne como tendo a comer só o suficiente pra matar a fome. Tipo, meu prato é metade do que eu comia antes. Mesmo magra eu comia uns pratos de peão depois de bater laje.
Claro que o fato vem acompanhado da devida reeducação nutricional, e tô mandando ver na beterraba, no feijão e na soja pra não ficar desnutrida. E tem desdobramentos psicológicos na sequência. Os maus tratos, não só a animais como também a seres humanos, começaram a me incomodar com uma força muito maior do que antes. E não cuidar do corpo passou a ser algo simplesmente inconcebível. Ah, é: experiências espirituais e manipulação de energia ficaram mais fáceis e intensas.
Tudo isso me parece muito natural, mas, se eu parar pra pensar que estou exposta a publicidade, propaganda e opiniões das outras pessoas, como todo mundo, não deveria ter sido tão fácil assim. Às vezes fico pensando que alguém lá em cima me deu umas trolladas pra eu entrar nessa, sob pena de ficar parada no mesmo nível evolucionário por mais não sei quantos séculos.
Parada, sim, porque também acredito que os standards de "felicidade" que regeram o mundo até agora (e mais especialmente no século XX) estão incrivelmente desgastados e forçados. Acho que a energia do mundo está seguindo numa direção de liberdade e de tranquilidade, e que toda a tensão rolando por aí vem do fato de que tem muita gente resistindo a isso. Por que não tentar outra coisa? Por que não fazer diferente?
É sinal de liberdade não comer carne e comer menos? Sim. É um desejo a menos pra afligir o espírito. Pelo mesmo motivo é sinal de tranquilidade - ao menos na minha modesta opinião. É como eu sinto que isso tem rolado pra mim. Pra você pode não ser. Mas é a sua experiência pessoal. A minha é essa.
Das outras vezes em que tentei maneirar na carne, eu sentia também um desejo imenso de cair de boca mas me segurava. Como tudo que é feito de forma repressiva, sem o devido amadurecimento da ideia, a gente sempre fica tentado a burlar obrigações, mesmo que essas obrigações sejam impostas por nós mesmos.
E inevitavelmente acabava "recaindo". Mas agora... Não. Simplesmente não faz sentido. Não tem desejo. Não quero e pronto. Sem repressão.
O legal é que não só não tenho comido carne como tendo a comer só o suficiente pra matar a fome. Tipo, meu prato é metade do que eu comia antes. Mesmo magra eu comia uns pratos de peão depois de bater laje.
Claro que o fato vem acompanhado da devida reeducação nutricional, e tô mandando ver na beterraba, no feijão e na soja pra não ficar desnutrida. E tem desdobramentos psicológicos na sequência. Os maus tratos, não só a animais como também a seres humanos, começaram a me incomodar com uma força muito maior do que antes. E não cuidar do corpo passou a ser algo simplesmente inconcebível. Ah, é: experiências espirituais e manipulação de energia ficaram mais fáceis e intensas.
Tudo isso me parece muito natural, mas, se eu parar pra pensar que estou exposta a publicidade, propaganda e opiniões das outras pessoas, como todo mundo, não deveria ter sido tão fácil assim. Às vezes fico pensando que alguém lá em cima me deu umas trolladas pra eu entrar nessa, sob pena de ficar parada no mesmo nível evolucionário por mais não sei quantos séculos.
Parada, sim, porque também acredito que os standards de "felicidade" que regeram o mundo até agora (e mais especialmente no século XX) estão incrivelmente desgastados e forçados. Acho que a energia do mundo está seguindo numa direção de liberdade e de tranquilidade, e que toda a tensão rolando por aí vem do fato de que tem muita gente resistindo a isso. Por que não tentar outra coisa? Por que não fazer diferente?
É sinal de liberdade não comer carne e comer menos? Sim. É um desejo a menos pra afligir o espírito. Pelo mesmo motivo é sinal de tranquilidade - ao menos na minha modesta opinião. É como eu sinto que isso tem rolado pra mim. Pra você pode não ser. Mas é a sua experiência pessoal. A minha é essa.
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