Depois de um feriado dos Namorados delicioso, com temperatura bem baixa que permitiu que eu e o Eduardo ficássemos o tempo todo debaixo das cobertas (e, claro, comêssemos bastante bobagem), começa a volta à realidade. Ahhh... Antes, o que sinalizava o final do fim de semana, pra mim, era ouvir a música do Fantástico. Agora, é a partida do Eduardo pra Campinas.
E a partir daí volto a entrar em contato com os meus trabalhos pendentes, com a greve da USP (sobre a qual eu já nem quero mais pensar, de tanta confusão na divulgação do que efetivamente ocorreu) e todas as pendências da vida diária. Dá uma preguiça daquelas só de pensar. But the world still goes round.
O tempo continua feio. Será que o Encoberto está chegando? Baita nevoeiro... Só isso explicaria o frio que tá fazendo. É a Hora!!!
domingo, 14 de junho de 2009
sábado, 6 de junho de 2009
Estou triste nestes últimos dias. Cansei de assistir a uma disputa em que as duas partes são intolerantes e interesseiras, num lugar que eu amo e que está à mercê dessa disputa besta.
Até agora, tudo que eu consegui expressar a esse respeito foi um twit. Não sabia por que estava tão arrasada, mas foi justamente porque descobri amar esse lugar, talvez por ele me ter aberto os olhos para o que eu realmente gosto de fazer na vida.
Desejo da maioria? Democracia? Discussões e reuniões abertas? Abertura para a sociedade? Vontade de negociar? Pois é, essa disputa a que eu me refiro parece uma invasão (por bárbaros incultos e mais preocupados em limpar a própria barra do que em resolver problemas) de um castelo medieval no qual reside um senhor feudal preocupado com a sua imagem e as próximas eleições. E olha que estamos no século XXI, num país que supostamente está se civilizando.
Os que estão no mesmo barco que eu já devem saber do que eu estou falando. E, por mais tristeza e impotência que eu sinta, sofro de um problema ainda maior: não sei o que fazer! Por motivos que alguns devem também saber (e que, se forem expostos, vão juntar mais comentários negativos neste site do que xingar o Corinthians), os meios de evitar isso tudo não estavam à minha disposição. E agora?
A voz lá no fundo diz: let it be, laissez-faire, por mais indignada que você esteja. Ok, voz, mas se a solução demorar muito...
Até agora, tudo que eu consegui expressar a esse respeito foi um twit. Não sabia por que estava tão arrasada, mas foi justamente porque descobri amar esse lugar, talvez por ele me ter aberto os olhos para o que eu realmente gosto de fazer na vida.
Desejo da maioria? Democracia? Discussões e reuniões abertas? Abertura para a sociedade? Vontade de negociar? Pois é, essa disputa a que eu me refiro parece uma invasão (por bárbaros incultos e mais preocupados em limpar a própria barra do que em resolver problemas) de um castelo medieval no qual reside um senhor feudal preocupado com a sua imagem e as próximas eleições. E olha que estamos no século XXI, num país que supostamente está se civilizando.
Os que estão no mesmo barco que eu já devem saber do que eu estou falando. E, por mais tristeza e impotência que eu sinta, sofro de um problema ainda maior: não sei o que fazer! Por motivos que alguns devem também saber (e que, se forem expostos, vão juntar mais comentários negativos neste site do que xingar o Corinthians), os meios de evitar isso tudo não estavam à minha disposição. E agora?
A voz lá no fundo diz: let it be, laissez-faire, por mais indignada que você esteja. Ok, voz, mas se a solução demorar muito...
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Acho que todo mundo que curte literatura já teve sua fase pessoana. Os mais malucos vão até dizer que passaram por todos os heterônimos... Bom, sei lá, pra mim a obra de Fernando Pessoa é única, por mais característico e particular que seja cada heterônimo (e ele mesmo).
Mas o que importa é que estou muito pessoana. Estou tão absorta nos poemas por conta de um trabalho da faculdade que, hã, estou "entrando" neles. Estou meio sorumbática e tentando racionalizar sensações... Sintomático!
E ultimamente não tenho entendido direito o que se passa comigo. Desafios estranhos, intolerabilidade extrema para coisas grosseiras, descontrole emocional. Nunca fui muito com a cara do Álvaro de Campos, mas nesses dias tenho me identificado muito com ele. Será que é porque ele é porra-louca e enxerga sob as aparências?
Não sei qual é o sentimento, ainda inexpresso,
Que subitamente, como uma sufocação, me aflige
O coração que, de repente
Entre o que vive, se esquece.
Não sei qual é o sentimento
Que me desvia do caminho,
Que me dá de repente
Um nojo daquilo que seguia,
Uma vontade de nunca chegar a casa,
Um desejo de indefinido.
Um desejo lúcido de indefinido.
Quatro vezes mudou a 'stação falsa
No falso ano, no imutável curso
Do tempo consequente;
Ao verde segue o seco, e ao seco o verde,
E não sabe ninguém qual é o primeiro,
Nem o último, e acabam.
Isso é do Campos, mas podia ter sido eu. É bem o que estou sentindo... E o mais maluco é que não tenho muito motivo pra reclamar, não. Tem muita coisa boa acontecendo na minha vida, graças a Deus. O estranho é que não consigo me livrar da sensação de que tem alguma coisa mais remexendo, e não é só o meu miolo.
Mas o que importa é que estou muito pessoana. Estou tão absorta nos poemas por conta de um trabalho da faculdade que, hã, estou "entrando" neles. Estou meio sorumbática e tentando racionalizar sensações... Sintomático!
E ultimamente não tenho entendido direito o que se passa comigo. Desafios estranhos, intolerabilidade extrema para coisas grosseiras, descontrole emocional. Nunca fui muito com a cara do Álvaro de Campos, mas nesses dias tenho me identificado muito com ele. Será que é porque ele é porra-louca e enxerga sob as aparências?
Não sei qual é o sentimento, ainda inexpresso,
Que subitamente, como uma sufocação, me aflige
O coração que, de repente
Entre o que vive, se esquece.
Não sei qual é o sentimento
Que me desvia do caminho,
Que me dá de repente
Um nojo daquilo que seguia,
Uma vontade de nunca chegar a casa,
Um desejo de indefinido.
Um desejo lúcido de indefinido.
Quatro vezes mudou a 'stação falsa
No falso ano, no imutável curso
Do tempo consequente;
Ao verde segue o seco, e ao seco o verde,
E não sabe ninguém qual é o primeiro,
Nem o último, e acabam.
Isso é do Campos, mas podia ter sido eu. É bem o que estou sentindo... E o mais maluco é que não tenho muito motivo pra reclamar, não. Tem muita coisa boa acontecendo na minha vida, graças a Deus. O estranho é que não consigo me livrar da sensação de que tem alguma coisa mais remexendo, e não é só o meu miolo.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
sexta-feira, 8 de maio de 2009
quarta-feira, 6 de maio de 2009
O que moveria um ser essencialmente noturno (leia-se: que gosta de acordar tarde e dormir tarde) a acordar cedo, no dia do rodízio, com o puta frio que tá fazendo de manhã em SP?
O Discovery Channel!
Explico. Eu amo arqueologia, mas meus contatos concretos com a matéria são limitados às aulas de história da escola e ao Discovery Channel (OK, OK, quanto ao Egito antigo eu fuço em tudo que é lugar).
E estou tendo um semestre muito arqueológico na faculdade. Depois de um trabalho de reconstrução do tronco linguístico Tupi que me fez virar noites em claro, surgiu a oportunidade de participar de um trabalho de reconstrução da variante linguística paulista.
Esta que vos fala está aproveitando seu diploma em Direito para vasculhar depoimentos e testemunhos prestados em processos criminais do arco da velha. E esse foi o motivo dos fatos descritos no primeiro parágrafo: o que me motivou a todo aquele esforço sobre-humano foi o meu momento Discovery Channel linguístico.
Além de descobrir uma riqueza de vocabulário interessantíssima (duvido que o sentido que o Houaiss aponta para "cangalha" seja o sentido que um sujeito usou num caso pra xingar uma mulher), estou me sentindo Indiana Jones (um sonho de criança) ao mexer naquela papelada caindo aos pedaços e com cheiro de mofo.
Tudo o que tenho a dizer é: fazer o que a gente ama é diversão! Eu já me sinto privilegiada por trabalhar com livros, os objetos do mundo que eu mais adoro. Fazer arqueologia linguística, então, tem sido um must!
O Discovery Channel!
Explico. Eu amo arqueologia, mas meus contatos concretos com a matéria são limitados às aulas de história da escola e ao Discovery Channel (OK, OK, quanto ao Egito antigo eu fuço em tudo que é lugar).
E estou tendo um semestre muito arqueológico na faculdade. Depois de um trabalho de reconstrução do tronco linguístico Tupi que me fez virar noites em claro, surgiu a oportunidade de participar de um trabalho de reconstrução da variante linguística paulista.
Esta que vos fala está aproveitando seu diploma em Direito para vasculhar depoimentos e testemunhos prestados em processos criminais do arco da velha. E esse foi o motivo dos fatos descritos no primeiro parágrafo: o que me motivou a todo aquele esforço sobre-humano foi o meu momento Discovery Channel linguístico.
Além de descobrir uma riqueza de vocabulário interessantíssima (duvido que o sentido que o Houaiss aponta para "cangalha" seja o sentido que um sujeito usou num caso pra xingar uma mulher), estou me sentindo Indiana Jones (um sonho de criança) ao mexer naquela papelada caindo aos pedaços e com cheiro de mofo.
Tudo o que tenho a dizer é: fazer o que a gente ama é diversão! Eu já me sinto privilegiada por trabalhar com livros, os objetos do mundo que eu mais adoro. Fazer arqueologia linguística, então, tem sido um must!
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