sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

A vida é um eterno desabrochar de competências. Parece papo de linguista, mas lendo a palavra "competência" no sentido amplo, isso é a mais pura verdade!
Hoje passeei com meu carro novo. Há três anos atrás, quando o problema da distância pegou pesado pela primeira vez na minha vida, na época em que entrei na faculdade pela segunda vez, a possibilidade de ter um carro não foi nem cogitada. Não por medo, mas por realmente não achar relevante. Pra resolver o problema, resolvi sair da casa dos meus pais.
Juro que nem de leve passou pela minha cabeça aprender a dirigir de novo! Não via isso como uma forma de facilitar minha vida. Afinal, pra que servem os transportes coletivos (e, na hora do aperto, os táxis)?
Isso até voltar a dirigir (o que devo com todo o coração ao Eduardo). E rodar São Paulo toda de carro. A coisa foi indo, foi indo até chegar ao ponto de eu voltar para a casa dos meus pais, começar a guardar grana (de um jeito mais organizado) para o sonho da casa própria (eu já estava cogitando ir no Silvio Santos, porque não conseguia guardar dinheiro de jeito nenhum) e comprar um carro novo pra ser o meu fiel escudeiro.
Gozado é que isso tudo aconteceu de novo por causa da distância. O Eduardo deixara o carro dele comigo porque o meu quebrava o tempo todo. Só que ele tá em Campinas... E, bem, já viu. Pra facilitar o nosso contato, nada como um carro.
Que coisa. As competências se desenvolvem na porrada (ou, no meu caso, na distância...). As facilidades e o comodismo realmente não levam ninguém pra frente!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Sabe aquele dia RUIM? Então, o meu foi assim. E os problemas vinham todos de fora! Bom, diz a metafísica que mesmo os problemas de fora acontecem por nossa causa (porque estávamos num estado de espírito que facilitava a chegada deles). Daí começo a me perguntar: o que foi que eu fiz?
Ops, pera aí, olha a culpa rondando de novo. É legal saber das coisas e das teorias que existem pra explicar o mundo aí fora, mas a gente tem a tendência terrível de subjetivar a natureza... Sim, acho que a metafísica tenta explicar a natureza. Não existe "sobrenatural", só coisas que não entendemos.
Isso me faz pensar naquele provérbio segundo o qual o mestre aparece quando o discípulo está pronto. A gente pode interpretar um conhecimento diferente conforme a nossa subjetividade (há quem diga que esse é o problema das religiões...). E aí é que mora o perigo. A nossa interpretação pode desvirtuar o real sentido daquele conhecimento.
Um exemplo. Apesar de ser uma nerd em astrologia, parei de ler previsões e não estudo mais horóscopo progredido (que é esse que permite a elaboração das previsões), porque eu sentia que criava uma expectativa em cima da previsão, fosse ela boa ou ruim. O maluco disso tudo é que a minha vida não andava para lado nenhum, porque eu ficava sempre esperando acontecer alguma coisa. É a subjetividade atrapalhando o aproveitamento de uma coisa que serve, na verdade, pra organizar a vida.
Por aí também fica mais fácil entender por que as religiões têm dogmas e segredos, e, assim como as seitas e irmandades místicas, só abrem os detalhes a pessoas preparadas para isso. Seria uma medida de proteção? É algo interessante, tendo em vista que estamos num mundo em que a informação deve ser disponibilizada a todo custo e em que o contrário disso é sacrilégio (com o perdão da palavra). Será que realmente estamos em condição de saber tudo, como tão pretensiosamente queremos quando fazemos uma busca no Google?
Podemos estar na primeira série e querendo saber as coisas do colegial...

domingo, 4 de janeiro de 2009

Retrospectivas, perspectivas

2008 foi um ano beeeem legal. Começou com o Eduardo passando na Unicamp, seguiu com uma promoção e mais responsa no trabalho, viu o REM em São Paulo (eu tava lá, como vocês sabem) e o Hexatricolor. Uau! Não foi pouco.
Mas, como nem tudo é perfeito, contratempos também apareceram: pouco tempo pra descansar, muitas obrigações em decorrência do trabalho, da facul e dos projetos paralelos, ficar a 80 km de distância do Eduardo...
Num breve review, dá pra dizer que foi um ano que exigiu bastante de mim, e que me recompensou bastante também, se eu desse duro.
Também fiquei muito feliz em notar que muita gente se aproximou mais de mim, ou então se reaproximou. Isso me fez muito bem, não só porque é muito bom ter amigos, mas ainda porque eu tava bem sensibilizada pelo fato de estar longe do Eduardo na maior parte do tempo.
2009 começa com boas perspectivas, pois tenho já algumas idéias em andamento. Pra ajudar, é um ano regido pelo Sol. Bom para destaque individual. Ou seja: é legal investir em projetos novos. Eu tenho os meus e vou cair de boca neles.
Vou também manter os laços de amizade que se fizeram ou se fortaleceram. Sendo propositalmente repetitiva: sempre é bom ter muitos amigos!
A primeira grande "comoção" do ano vem só em março, o show do Radiohead. Mas não sou do tipo que espera o Carnaval pra começar o ano (e muito menos vou esperar pelo show!). Vamos começar desde já, OK?

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Acho que por causa do tempo, os mosquitinhos estão com tudo aqui na minha lâmpada.

Daí lembrei do post dos mosquitinhos e fiquei pensando, nestas vésperas do meu níver de balzaquiana + 1, o que eu fiz neste ciclo astral que me afastou dessa situação.

Alguns vão dizer que meu último post mostra que eu me afastei bastante... Mas ainda me vejo indo na onda dos outros. Ainda que eu não me prejudique com isso, também não me ajudo ou me beneficio. É como tempo perdido.

Bom, a vida é um aprendizado, em que a gente tem que passar por várias situações pra pegar o jeito das coisas. Ok, a cada mancada a gente fica mais esperto sim. E se eu não fosse esperta eu estaria comendo poeira e sem metade das coisas legais que andei conquistando... Modéstia à parte. Mas acho isso mesmo.

Modéstia. Essa palavra é tão legal de usar quando a gente quer mostrar o quanto é bonzinho e fofinho, e também caridoso, e ainda mostra o quanto você não "se acha".

Mas isso é altamente hipócrita, porque lá no fundo todo mundo quer ser reconhecido. Não que todo mundo queira sair na Caras. Mas pensemos na hipótese mais altruísta: você no mínimo quer ver os frutos do que você faz ajudando outras pessoas, e, pra isso, você tem que ser reconhecido como um sujeito que faz coisas boas.

A coisa é tão louca que você quer parecer menos pra ser reconhecido também, mas como uma pessoa legal que deve ser amada e idolatrada. Porque ser honesto sobre quem você é de verdade, seja para o bem, seja para o mal, pode causar atrito, nem todo mundo pode concordar...

Mas não quero nem saber, porque pagar de boazinha nunca me levou a nada. Portanto, eu reconheço que devo ter um mínimo de esperteza e inteligência, sim. Um tanto de sorte (=mãozinha do anjo da guarda) e trabalho duro também entram na conta.

Olha... Reconhecer suas qualidades sem aquela modéstia falsa é sair de perto da lâmpada do "como sou legal".

Então evoluí, sim.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Começou o surto de Natal! E todo mundo começa a te puxar de todos os lados pra que você faça algo antes de o Brasil entrar em coma até o Carnaval. Até rimou. Tem que comprar presentes pra sua família e demais entes queridos ANTES das festas, quando tudo está mais caro e os vendedores mais doidos pra engordar a comissão. Ir pro shopping ou pra 25 de Março quando as pessoas nas ruas estão mais alucinadas. Fechar todos os projetos pendurados no trabalho em tempo hábil. Matar as últimas pendências da escola. Afe...
Nesses começos de dezembro é que eu mais me vejo dentro do que se costuma chamar de "loucuras da vida moderna". Eu prefiro chamar de insanidade consumista. Quem dá o ritmo das pessoas é uma data fixada arbitrariamente por uma lenda (do São Nicolau) de que você tem que ganhar presente no Natal. O pior é que o coitado do santo fazia isso por caridade, não por obrigação, ou porque a propaganda ficou lembrando disso pra ele dia e noite.
Claro que eu adoro ganhar presente. Não vou ser hipócrita a ponto de negar isso! Mas prefiro não ganhar presente a ver o povo assim tão surtado, ou ganhar de alguém que comprou de má-vontade. Gosto de ganhar de alguém que está a fim de presentear, seja qual for a época do ano (nasci perto do Natal, tô acostumada a ganhar um presente só pra Natal e aniversário...), porque gosto mais ainda de ver que alguém lembrou de mim com carinho e me considera importante. Isso aumenta a energia boa circulante, algo de extrema importância neste nosso mundo tão doido. Só isso. Olha que simples.
E se você quiser me dar presente (mas só se quiser MESMO), fique à vontade!!! Lá no meu orkut tem umas sugestões...

sábado, 22 de novembro de 2008

Hoje choveu quase o dia inteiro. Foi legal ver da janela. E foi legal também pro meu nariz (ele andava entupido, acho que por conta do tempo, que devia estar meio seco).
Eu tô sozinha agora. O Eduardo foi embora há umas duas horas, já chegou em casa. E estou terminando dois trabalhos. No sábado à noite? É. Teve o feriado (até por isso o Eduardo voltou mais cedo), eu descansei um pouco, mas fico com as obrigações martelando na cabeça.
Mas também não acho ruim. É aquela coisa dos padrões: por que tenho de sair no sábado à noite? Ou: por que o sábado à noite tem que ser um momento de ócio? Eu não tô cansada. E sou nerd por natureza. Não tenho nada contra estudar nos horários mais sem noção.
O legal dos padrões é poder quebrá-los. Nisso dá pra perceber que a vida é um fluxo, não um montão de regras que devemos seguir para parecermos legais, adequados etc. Se se tem um objetivo, não importa a hora e o jeito - desde que não se prejudique ninguém, tudo tá valendo.
Eu tenho os meus objetivos. Faço de tudo pra ir longe com eles. Mesmo no sábado à noite...
E ver a noite da janela está bem legal. Uma noite chuvosa, mas bonita.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

REM in São Paulo, November 11, 2008

Assim como há os códigos comentados, vejam um setlist comentado por alguém que se convenceu de estar no melhor show de sua vida.
Estava na pista, bem perto da pista VIP e com boa visualização (fora um ou outro cabeçudo que vez ou outra passava na minha frente). Acho que eu estava a no máximo uns dez metros do palco.

REM em São Paulo - 11 de novembro de 2008

1. Living Well Is the Best Revenge
2. These Days
- Essas duas não conheço. Mas foi legal pra tentar tirar foto, reparar no figurino dos caras etc.
3. What’s the Frequency, Kenneth?
- Começa a piração. Foi que nem no show do Pearl Jam quando tocou "Go": achei que ia morrer de infarto.
4. Driver 8
- Legal, serviu pra baixar a bola e fazer o coração aguentar até o final.
5. Drive
- Foi na guitarra e não no violão. Mas valeu. Não lembro se foi aqui que o Stipe desceu pro palco (momento zoado...)
6. Man-Sized Wreath
- Essa o Stipe ofereceu pra não sei quem...
7. Ignoreland
- Essa pra não sei quem outro... (E eu cantei todinha como convém a alguém que conhece "Automatic for the People" do avesso)
8. Exhuming McCarthy
- E essa pra Sarah Palin!!!!!!! Tudo a ver!!!!!! Hahahahahahaha
[Foi aqui que apareceu o "Obamatic for the People"?]
9. Imitation of Life
- Eu preferia "All the way to Reno" desse CD ("Reveal"), mas foi muuuito gostoso de cantar.
10. Pretty Persuasion
- Desacreditei quando começou a guitarrinha dessa música. Ela deve ser mais velha que o meu irmão mais novo. E os caras lembraram.
11. Great Beyond
- Um bom relax... O prenúncio da catarse...
12. Everybody Hurts
- A catarse. Cara, chorei, engasguei cantando, fiquei me beliscando pra ter certeza de que estava a no máximo dez metros do Michael Stipe cantando essa música, que já me curou de dor de cotovelo a depressão profunda...
13. Seven Chinese Brothers
- Não conhecia. Descanso pra poupar o coração, de novo.
14. The One I Love
- Pular, pular, pular!!!!!!!!
15. I’ve Been High
- Essa também deu vontade de chorar. Acho a letra lindinha, e creio que só eu e a banda a cantamos.
16. Nightswimming
- Páaaaara tudo.
17. Bad Day
- Uuuuf!
18. I’m Gonna DJ
- Não conhecia.
19. Orange Crush
- Com direito a megafone e tudo! Uh, uh, uh, uh!
20. It’s the End of the World As We Know It (And I Feel Fine)
- O momento que fica martelando na cabeça: o Stipe berrava "I feel" e a galera respondia fortão "fiiiiiiiiiiiiine"!!!
[No telão, em português:
Mais REM?
Mais barulho?]
21. Supernatural Superserious
- Pra não dizer que estou totalmente por fora do que eles tão fazendo hoje, até que cantei um pedação sem errar.
22. Losing My Religion
- Báaaasico, tinha que ter.
23. Maps & Legends
24. Begin the Begin
- Não conhecia.
25. Man On The Moon
- O gran finale. Deu pra ver que eles, como eu, curtem demais o "Automatic for the People". Quantas músicas foram? Cinco? E ainda faltou "Sidewinder Sleeps Tonite"!

Resumo da ópera:
- Valeu demais pagar cem paus pra ver os caras e chegar com cara de ressaca no trabalho no outro dia.
- Veria de novo facinho.
- O Stipe é um baita showman.
- Os caras têm cinquenta anos nas costas e tão mais em forma que eu.
- Até relevei a militância política exagerada que, como uma menina atrás de mim bem observou, "parecia o Bono"... Afinal, estávamos lá pela música. Mas fui honesta quando o Stipe falou pra quem estava animado com o Obama levantar a mão, e levantei.